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Qui 10 Mar 2016

Preservando essência familiar, rede Tauá mira o topo das administradoras de resorts no Brasil

Lizete Ribeiro, diretora Comercial e de Marketing da rede Tauá (fotos: Filip Calixto)

Frente a uma plateia de aproximadamente 200 pessoas, em Campinas, no interior paulista, Lizete Ribeiro testa o alcance da marca construída por sua família nos últimos 30 anos. A mineira quer saber qual a audiência da rede de resorts Tauá - da qual faz parte da segunda geração de proprietários - junto aos participantes do congresso, que tinha o mercado imobiliário como foco. Respondida, ela descortina uma empreitada marcada pelo desenvolvimento do empreendedorismo familiar e pela insígnia do bem-servir. A rede, que hoje conta com três propriedades administradas no Sudeste brasileiro, nasceu de maneira despretenciosa, com a transformação gradual de um sítio próximo a Belo Horizonte num projeto que pretende transformar a empresa na líder em administração de resorts no Brasil.

"Temos um objetivo muito claro em mente e vamos chegar até ele. Seremos a maior rede de resorts do País", afirma categórica a atual diretora Comercial e de Marketing da organização. Firme em seu propósito e agora não mais em meio a uma palestra, Lizete dá voz à intenção clara que a empresa tem de ser mais conhecida e reconhecida. "Estamos muito focados nisso e não temos dúvida sobre a possibilidade de alcançar esse objetivo".

Na escalada até o topo almejado, a companhia fundada por João Pinto Ribeiro - pai da porta-voz do grupo - articula os próximos passos necessários. Já existem mais dois contratos assinados para novos estebelecimentos. Com a rota definida, a certeza é que no prazo de três anos serão, no mínimo, cinco propriedades administradas pela bandeira. Nesse panorama, um holel no Estado de São Paulo e outro região  de Brasília, unem-se as já operantes unidades de Caeté, Araxá - ambas em solo mineiro - e Atibaia.

Em território paulista, a novidade chega com a entrada do próximo ano. Está em construção o Tauá Biz, primeira investida do grupo num projeto que tem como foco o hóspede corporativo. "É um econômico para o primeiro semetre de 2017. Hotel de 110 apartamentos, com espaço para eventos pequeno também, mas que além de atender os hóspedes de negócios vai servir como apoio para o resort de Atibaia, que é o próximo", antecipa a diretora. O investimento para essa contrução beira os R$ 15 milhões.

Partindo para a região Centro-Oeste, a aventura da companhia concentra-se em Alexânia, nas adjacências de Brasília e na rota entre a capital federal e Goiânia. Ali o terreno já foi adquirido e as pretenções alinhadas; será um resort de lazer com forte apelo ao mundo dos eventos corporativos, aos moldes dos outros três resorts mantidos pelo grupo. A etapa agora é a idealização do projeto arquitetônico. Os trabalhos de construção, de fato, começam a ser feitos no início do ano que vem. O orçamento total da obra ainda não foi finalizado.


Empresa ressalta a importância de seus colaboradores

Os novos projetos simbolizam o momento que a corporação vive. Para fortalecer seu nome e sua posição de mercado é também preciso ser mais visto e, em algumas oportunidades, reinventar-se. Bem ao estilo mineiro, que lucra sem fazer publicidade, as estratégias sempre começavam pela discrição, mas talvez os tempos estejam mudando. "A gente sempre foi quietinho, muito focado em venda e ocupação mas sem fazer alarde. Só que começaram a surgir muitas oportunidades de negócio depois que viemos para São Paulo. Entendemos então que um processo de reposiconamento era preciso e benéfico. Não há nenhum mal nisso. Acredito que continuamos muito low-profile ainda mas já com um pouco mais de visibilidade. O desdobramento dessa postura são as propostas que recebemos e que irão continuar aparecendo".

A conduta reservada dos resorts Tauá está baseada na ideia de trilhar o caminho com as próprias pernas. Dentre os negócios já estabelecidos, o único desenvolvimento fruto de sociedade é o do Tauá Biz. O pensamento está ligado ao histórico autônomo de crescimento da empresa. Relembrando o passado, o fundador da companhia sintetiza no livro O Sucesso na Empresa Familiar, escrito por ele, os passos dados desde 1986 até o presente momento.

"Então tive a ideia de transformar o meu sítio num hotel de lazer, para atender pessoas dos grandes centros urbanos, já que estávamos tão perto da capital. Contratei um arquiteto e encomendei o projeto para o hotel de 22 apartamentos. (...) Transformou-se hoje no Tauá Resorts Caeté - com 350 apartamentos, 30 salões para eventos empresariais e complexo de lazer. Em dezembro de 2008 implantamos em Atibaia a segunda unidade e em 2010 vencemos uma concorrência pública para administrar o Grande Hotel Araxá, um monumento arquitetônicoem plena atividade no interior de Minas Gerais"

Com esse trajeto percorrido, atualmente a unidade de Atibaia é a mais rentável. Pouco menos de 50% do faturamento da empresa vem do hotel paulista, que carrega consigo o projeto de reforma mais grandioso entre as três propriedades. Durante este ano, a unidade deve ganhar um centro de entretenimento infantil, nova estrutura de eventos e um restaurante, tudo isso antecedendo a construção de uma nova ala de apartamentos.


No empreendimento de Atibaia, a área de lazer que terá novidades nos próximos anos

Os estabelecimentos mineiros também têm papel importante no cotidiano da rede. Em Araxá, o Grande Hotel é palco do maior evento temático da cidade, a Páscoa Iluminada, e Caeté foi o primeiro resort a receber o projeto da Jota City, que é uma mini-cidade totalmente construída para diversão infantil, atingindo em cheio um filão de vital importância para a companhia.

"A essência do que queremos oferecer é: um resort ideal para eventos e também com foco em famílias com crianças de até 12 anos", resume Lizete quando questionada sobre o público alvo dos hotéis. De acordo com ela, os três atuais e os próximos partem desse princípio para começar a buscar os clientes. Durante a semana a estrutura é movimentada pelo fluxo de eventos corporativos e convenções e nos finais de semana as famílias são quase soberanas no espaço.

De certa forma o interesse em ter empreendimentos com forte apelo familiar é um espelho da administração que rege as ações na organização. Democrática, a liderança do grupo confirma a configuração doméstica que deu origem à história por trás da marca.

Nos bastidores da rede Tauá as tomadas de decisões são compartilhadas. O patriarca do clã continua atuante e, dizem, entrevista pessoalmente todos os colaboradores que vestem a camisa da empresa. Os herdeiros também fazem parte da gestão. João Luiz Chequer Ribeiro, Daniel Chequer Ribeiro e Lizete atuam em suas áreas de afinidade: financeira, recreação e marketing.

A busca é pela convivência harmoniosa, conforme sublinham os discursos dentro dos hotéis. A ressonância disso se dá na relação dos gestores com os colaboradores. "Entre as nossas diretrizes estão valores como a valorização do ser humano e a preservação o ambiente familiar dentro da empresa. A gente procura cultivar uma proximidade muito grande entre as pessoas da equipe. Afinidade entre funcionários e gestão", pontua a executiva. Segundo ela, é uma relação construída sem degraus separando pessoas por cargos. "Procuramos também entrar na vida do indivíduo para auxiliar e ver como podemos ajudar. Existe uma grande preocupação nesse sentido, tanto que fomos escolhidos recentemente como uma das melhores empresas para se trabalhar - prêmio ganho com o resort de Caeté. E procuramos profissionalizar cada vez mais mas sem perder essa essencia de cuidar do ser humano".

Para além do discurso, a repetida atenção com os funcionários ganhou este ano um elemento mais tangível. No começo de 2016 a rede lançou um programa chamado Papa Metas, que nada mais é que um projeto de remuneração variável para todos os colaboradores. Conforme contam os gestores, foi uma maneira encontrada para distribuir PLR (Participação nos Lucros e Resultados) por meritocracia. A administração estipula uma régua de perfomance e avalia os colaboradores e seus serviços prestados. 

A medida já gerou bons resultados de aceitação e, acreditam os líderes, reverbera na preocupação com a qualidade de serviço prestado. "Precisamos também que as pessoas entendam o que é o negócio, qual é o objetivo dele. E também é uma forma de remunerar mais, de bonificar quem realmente se dedica. Esse é o primeiro ano e estamos bem satisfeitos".


O empreendimento de Araxá está num prédio histórico da cidade

A relação que Tauá procura com seus funcionários pode ser chamada de duradoura. A companhia contabiliza que seu índice de tournover é baixíssimo e não são poucos os exemplos de colaboradores que, hoje em funções de liderança, entraram na rede como auxiliares ou aprendizes.

"Gostamos de mão de obra sem qualificação. Nosso negócio é treinar pessoas. É treinar as pessoas dentro da nossa cultura, dentro do nosso jeito de sorrir e emocionar. Não adianta a gente contratar um garçom, colocar ele aqui dentro, se nele não está a cultura de servir, porque treinamos aqui dentro para servir. Em qualquer hotel da rede", pondera.

A palavra emocionar citada pela diretora não é à toa. Outro dos costumes arraigados na rede é o de chamar seus funcionários de emocionadores, numa tentativa colocar no aprendizado desses trabalhadores a ciência de que eles vão lidar diariamente com o humor e os estado de espírito das pessoas que passam pelos hotéis.

Novamente ouvindo a fala de Lizete, mas agora sem plateia, a reportagem compreende que a gana de tornar a rede notável não é só um desejo dela mas sim de uma família, reforçada por um coletivo de funcionários e clientes. 

Serviço
www.tauaresorts.com.br

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