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Ter 06 Dez 2016

À revelia de instabilidades financeiras, Cana Brava Resort (BA) vive rotina de crescimento

(fotos: Filip Calixto)

Inclemente, o sol que aquece os dias de Ilhéus, no litoral Sul da Bahia, funciona como combustível para o turismo da cidade e como emblema para uma das tradicionais ofertas de hospedagem no destino. Fundado em 1990, para ser um vilarejo beira mar, o Cana Brava Resort - que tem um desenho solar estilizado como logomarca - cresceu em estrutura e hoje vive dias iluminados. Pelo terceiro ano seguido alcança aumento em faturamento, coloca em prática a articulação da próxima expansão e delimita sua meta: "Ser o principal resort custo-benefício do Brasil".

Todo o projeto é liderado pela família Espírito Santo, que tem no patriarca e fundador Ednei e no filho Rafael os direcionadores. "Nos últimos três anos investimos mais de R$ 10 milhões em melhorias no hotel e tudo em recursos próprios", revela o mais jovem deles que lidera o departamento Comercial da empresa. O adendo feito para a origem dos recursos serve para sublinhar a rentabilidade da operação, que se paga e financia as melhorias.

O tempo em que os aportes financeiros começaram a ser mais volumosos coincide com o período em que o meio de hospedagem passou a performar melhor em ocupação, procura e visibilidade no mercado nacional e em lucratividade.

Segundo garante o diretor Comercial, as três últimas temporadas foram as melhores desde a fundação do empreendimento, à revelia das tendências de crise que insistem em afetar o segmento de viagens no Brasil. "São os melhores índices desde a abertura do hotel. E, este ano, num apanhado de janeiro à novembro, crescemos mais de 30% nos índices de faturamento e de vendas", assegura. Por si só o número já seria satisfatório para os empresários mas ele ganha peso com o aumento de outro indicativo, o valor cobrado pela diária média, que também cresceu em proporções durante 2016.

 
Ednei e Rafael Espírito Santo. Pai e filho lideram desenvolvimento do resort

A evidência dessa matemática de ganhos vem com a alta frequência de clientes instalados nos apartamentos e chalés espalhados pelo terreno. Nos 11 últimos meses, a ocupação média do complexo superou a casa dos 80%. E, vale lembrar, a quantidade de habitações disponíveis aumentou consideravelmente este ano com a construção de uma ala inteira de quartos com quatro andares. Atualmente, o inventário é de 268 habitações - abrigando até 800 hóspedes - entre apartamentos luxo e standard, chalés master e standard e as suítes family.

O incremento na capacidade de hospedagem do estabelecimento acompanha os números financeiros numa curva que aponta para o céu quase sempre azul claro da cidade baiana. Ainda no ano passado, a capacidade geral era de 159 habitações e uma temporada antes o montante era ainda menor quando os tijolos começaram a chegar e o movimento de crescimento se deu. Na lógica dos próprietários do resort, a manobra de ampliação é uma das responsáveis pelo horizonte desembaçado que enxergam hoje. "Isso, de procurar inovar sempre, acredito, é que nos dá fôlego para continuar atraindo clientes novos e prendendo os habituais", articula Espírito Santo, o filho, sentado numa mesa com tampo de vidro onde dá seu expediente, em frente a meia dúzia de fotos que flagram a evolução das dependências. "Assim o produto tende a crescer. Tem que melhorar constantemente evitando até que haja uma lacuna entre o que há de estrutura nova e antiga", completa. 

As tais inovações citadas são as constantes reformas, feitas por uma equipe que trabalha diuturnamente, e a construção de novidades que não limitam-se a quartos. Este ano, por exemplo, começou a funcionar um espaço que lembra um playground com brinquedos menos primários, um spa para crianças e um espaço para bebês. 


O empreendimento fica junto a praia de Cana Brava

Foi numa dessas renovações, a propósito, que todo o panorama atual tornou-se possível. Em 2013 o complexo começou a atender no sistema all inclusive. Para funcionar dessa forma houve uma verdadeira mudança de hábitos. A transformação foi iniciada na área operacional e que alongou-se até o departamento de Vendas. A adoção do regime é considerada pelos próprios líderes como um divisor de águas na trajetória do Cana Brava. Nesse momento a frequência cresceu, trouxe consigo as ampliações como desdobramentos e a marca passou a ser mais conhecida.

A capacidade de atendimento e o público angariado com o all inclusive serviram de alicerce para a base de clientes fiéis que o empreendimento atende até hoje, contam os gestores. Para o viajante, ter o custo fixo e sem surpresas num empreendimento em que tem toda alimentação está imbutida no preço cobrado pela hospedagem é altamente vantajoso, avalia o diretor Comercial. Esse fator assegura a presença de público, mesmo em momentos de instabilidades politicas e econômicas como as que assolam o País este ano. Mas não são apenas essas as únicas razões que sustentam a boa fase. O fator cambial, com o dólar alto também entra nessa equação junto a uma política de fortalecimento de parceiros que vendem o hotel.

Agências, operadoras e OTA's são responsáveis por 80% das comercializações do resort e os outros 20% correspondem às vendas feitas de maneira direta. Com tais números em mãos fica fácil entender o quão importante são os intermediários na rotina do Cana Brava. E também por isso, esse ano, o empreendimento criou uma premiação reconhecendo os dez principais parceiros comerciais para cada temporada. No grupo de premiados estavam empresas como Hotel Urbano, Grupon, Visual Turismo e CVC.

A terceirização das vendas atinge de forma certeira o principal público que o hotel recebe: famílias com crianças e que pertencem à classe média. "É um cliente que não vai minguar porque não deixará de existir. As famílias precisam viajar", pontua Espírito Santo quando questionado sobre o risco que corre de seu cliente escapar em busca de produtos internacionais numa eventual queda do dólar. 


A nova ala de apartamentos, localizada ao lado da recepção

Confiante no filão que escolheu para atender, o executivo rechaça a possibilidade de elitizar o produto que tem. "Não queremos ser um resort direcionado ao público AA, até porque esse turista tem acesso a viagens a qualquer momento, inclusive fora do Brasil, e nem para a classe B", garante. "Acreditamos que estamos voltados para um público que só tende a crescer". 

Entretando, o crescimento planejado pela família Espírito Santo deve encontrar seu limite em 2017. Para a próxima temporada, a diretoria prepara o que entende como a derradeira ampliação. Instalado em 70 mil m², o empreendimento começa os preparativos para ter mais 56 apartamentos, um restaurante de serviço à la carte - já com obras adiantadas - e uma terceira grande piscina. As intervenções devem ser entregues ao longo do ano que vem.

"A crise é um momento de dificuldade mas também pode ser de oportunidades. O que estamos fazendo está fora da curva no que é visto país afora e o pior momento da crise já passou", considera Rafael.

Serviço
canabravaresort.com.br

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