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Qua 11 Out 2017

Atividade no Airbnb acrescentou R$ 2,5 bilhões ao PIB brasileiros em 2016, aponta Fipe

Pesquisa inédita da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) mostra que o Airbnb foi responsável por R$ 2,5 bilhões no PIB nacional, um resultado que leva em consideração o impacto econômico da renda extra obtida pelos anfitriões brasileiros com o aluguel de temporada e os gastos dos viajantes com alimentação, compras, passeios, atrações e transporte, entre outros. Essa movimentação econômica e seus efeitos indiretos e induzidos equivalem à geração de 70 mil novos empregos no País.
No Brasil, o Airbnb reúne cerca de 143 mil anúncios e registrou mais de um milhão de chegadas de hóspedes em 2016. A plataforma conta com quase 90 mil anfitriões e o ganho médio anual deles no ano passado foi de R$ 6.070.

Ainda conforme apontam mais alguns resultados do relatório da Fipe, considerando apenas o setor de comércio e alimentação, a movimentação de hóspedes e anfitriões na plataforma, junto com os efeitos indiretos e induzidos, foi responsável por cerca de R$ 1 bilhão no PIB nacional, equivalente a 40 mil novos postos de trabalho (cálculo que leva em conta o salário médio de um trabalhador dessas áreas). Os demais postos de trabalho foram criados em outros setores, como transporte e até agropecuária, em virtude da cadeia de consumo gerada pelos hóspedes.

Segundo a fundação, fora os gastos com hospedagem, os viajantes que optam pelo Airbnb gastam, em média, três vezes mais que aqueles que se hospedam em hotéis. Esse comportamento fez com que os hóspedes de imóveis listados na plataforma acrescentassem R$ 788,2 milhões a mais ao PIB brasileiro do que se tivessem se hospedado em hotéis ou pousadas. Esse impacto está relacionado ao perfil do viajante da plataforma, que tende a permanecer mais tempo no destino e consumir mais nos comércios dos bairros.

Fora da concorrência
Outro apontamento que chama a atenção é que, segundo a Fipe, em virtude de atuar em segmento com características particulares, o Airbnb não é um concorrente direto do setor hoteleiro, uma vez que o número de pessoas que se hospedam por meio da plataforma representa apenas 2,1% do total de hóspedes no Brasil.

É a primeira vez que a Fipe analisa o impacto socioeconômico do Airbnb no Brasil. O estudo se baseia em dados da empresa sobre as operações no País, levantamentos anteriores da fundação sobre o turismo brasileiro, números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do Nereus (Núcleo de Economia Regional e Urbana da USP).

* Foto de capa: Pixabay/TeroVesalainen

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