Buscando projeção nacional, Vivence Hotéis amplia investimentos e terá mais cinco unidades


Vanessa Morales, diretora Operacional da rede hoteleira
(fotos: Filip Calixto)

Antes que um hotel de rede abra suas portas um processo de treinamento intenso e de adaptação de funcionários é necessário. Quando surgem novas marcas dentro de uma organização do mesmo ramo, o processo é parecido, mas com o adicional do lançamento da bandeira. A Vivence Hotéis atravessa os dois momentos citados acima. Criada em 2008, a companhia - que atualmente administra dois estabelecimentos - está ampliando seu alcance com investimentos e intenções ambiciosas. Até 2018 serão cinco aberturas de empreendimentos já em construção com aporte de R$ 200 milhões, boa parte disso arcado pela própria empresa.

Organização alicerçada em Goiás - onde funcionam os meios de hospedagem já abertos -, a companhia faz seu primeiro movimento fora do Estado. Dentre as inaugurações previstas, dois edifícios hoteleiros ficam em outras localidades: um em Canaaã dos Carajás (PA) e outro em Palmas (TO). Duas unidades em Goiânia e uma em Anápolis completam o planejamento da companhia. 

A organização das novas investidas fica sob a responsabilidade de Vanessa Pires Morales, diretora Operacional da companhia e interlocutora da empresa junto aos destinos entendidos como apropriados para o desenvolvimento de novos projetos. É ela também quem acompanha de perto o desenvolvimento e a construção dos edifícios, bem como a implantação dos serviços de uma bandeira - a Vivence Express - que ainda não tem nenhuma unidade. 

"Cada marca tem seu padrão, seu estilo e suas normas. Para isso criamos um processo chamado POP (Procedimento Operacional Padrão), que é implantado pelas gerências e seguido pelos colaboradores em cada uma das bandeiras", esmiúça, quando questionada sobre como será feita a implantação operacional de uma bandeira que ainda não existe.

Rotulada como econômica, a chancela Express chega para atender clientes corporativos que não precisam de muitas opções estruturais dentro de um meio de hospedagem. Os hotéis, no entanto, oferecerão centro de convenções como estrutura adicional e café da manhã como cortesia. Quem puxa a fila das unidades Express é Canaã dos Carajáis, com Anápolis e Goiânia aparecendo na sequência.

Completam o portfólio de bandeiras da empresa o 
Vivence Suítes - que tem uma unidade em Goiânia -, o Vivence Resort - com uma unidade funcionando na turística Caldas Novas - e o Vivence Gold - ainda sem unidades em funcionamento mas voltada ao atendimento de hóspedes que buscam a categoria luxo.


 

Distribuição de investimentos
Para viabilizar a manobra de expansão, todos os novos prédios são montados a partir do zero e a própria rede hoteleira é quem mais mexe em seus cofres. A empresa chega com aporte de R$ 170 milhões. O restante do valor geral de investimentos é arcado por duas organizações do ramo da incorporação.

Apesar de já reunir a verba total de construção, os hotéis em desenvolvimento foram colocados à venda para investidores individuais que podem adquirir quartos e obter ganhos sobre a rentabilidade do meio de hospedagem. De acordo com a diretora da companhia, os compradores ainda tem, no início de seu relacionamento com a rede, um prazo para retorno de investimentos.

"Nos primeiros meses, já temos como estipular um período para que esses investidores tenham seu retorno de capital aplicado e comecem a lucrar com o investimento", garante Vanessa.


Detalhes dos novos hotéis
A bandeira Express encabeça a rota de ampliação da Vivence. A movimentação começa já no próximo mês com a unidade paraense. Nela, o investimento total é de R$ 12 milhões num hotel que conta com 103 apartamentos e ainda tem restaurante e espaço de eventos. 

Os outros dois empreendimentos desta marca tem abertura prevista para 2018. Um deles estará no setor Aeroporto na capital goiana, defronte ao Centro de Convenções, com um total de 142 apartamentos e 117 salas comerciais. Na mesma linha, a unidade de Anápolis, cidade goiana sustentada pelo segmento de exportação, contará com 171 unidades hoteleiras de 16 m² e 90 salas comerciais com 30 m². 

Para a marca Resorts, a rede prepara um empreendimento com estrutura conectada ao Clube Jaó, no centro de Goiânia. Este meio de hospedagem terá 240 apartamentos e suítes, e o principal destaque vai para o centro de convenções que, segundo a rede, deve se tornar o maior do Estado de Goiás.

Finalizando o projeto em andamento, quem ganha espaço é o Vivence Suítes Hotel. Ainda em fase de projeto, o novo hotel dessa chancela, em Palmas, será o primeiro empreendimento misto de alto padrão na região. Contará com 90 salas comerciais, unidades residenciais com serviços e apart-hotel (115 unidades habitacionais).


O segmento lazer também é atendido pela empresa com uma bandeira de resorts


Projeção Nacional
Para Vanessa, a adoção das bandeiras como forma de dividir claramente os públicos que a companhia quer atender é um passo indispensável no planejamento já traçado e no caminho da projeção nacional. A executiva assegura querer estar entre as principais companhias do País e para isso o projeto está sendo desenvolvido. Sobre o método de escolhas de destinos, não há muitas regras, basta ser um lugar com potencial para bons negócios e com hóspedes. 

"Temos sete anos de existência ainda e estávamos num processo de preparar a empresa. Agora preparados, estamos aptos a desenvolver trabalhos Brasil afora", pondera. "Quanto a criação de novas bandeiras, penso que é um processo natural de uma rede em evolução. Não tínhamos como atender a essas diferentes demandas apresentando a mesma marca, era necessário diferenciar os produtos, assim como o mercado determina que façamos", completa.

"Com diferenciações como essas, facilitaremos o trabalho de prospecção e fidelização dos clientes, ao mesmo tempo em que otimizaremos a relação custo-benefício de cada projeto", diz a diretora, que é filha do proprietário da construtora Canadá, responsável pela criação da rede hoteleira.


Com os novos projetos, a rede reforça sua atenção espacial aos hotéis de classe executiva

Entre intenções de alçar novos voos em outros Estados, Vanessa garante já ter a empresa preparada e parece não medir esforços para ver mais placas Vivence em prédios pelo Brasil. De acordo com ela, o projeto de ampliação não se limita apenas a construções, como são os estabelecimentos prestes a abrir, e também contempla convenções, transformando meios de hospedagem que existem com outras marcas.

"Os empreendimentos pertencentes a esse movimento de ampliação são prédios desenvolvidos por nós, mas temos negociações abertas com outros hotéis e não descartamos conversões. O próprio Ecologic Ville, de Caldas Novas, é um exemplo disso. Pegamos o hotel de outra rede e estamos fazendo o melhor para administrá-lo", conta.


A diretora Operacional da rede ao lado de Érica Parles, gerente Comercial do Ecologic Ville Resort & Spa by Vivence

Experiências
Para os gestores da rede, está claro que pensar em novos meios de hospedagem para gerir só foi possível depois de experiências bem-sucedidas. No primogênito da empresa, o Vivence Suítes Hotel, de Goiânia, são sete anos de operação com períodos de análise e instabilidade até a fixação como uma das grandes ofertas da cidade. Hoje o meio de hospedagem tem média semanal - entre segunda e quinta-feira - de ocupação superior a 70%. Para manter o empreendimento com bom resultado, a rede aponta a diversificação de público como o fator que mais tem influência nos resultados. Para a unidade midscale a ferramenta de reserva mais utilizada segue sendo o site da própria rede, à frente de vendas por intermediários. 

Esses dados se fazem interessantes pois mostram a conduta que a empresa deve ter na gerência dos próximos hotéis que colocarem em operação. Priorizando as vendas diretas e utilizando as OTAs ou sites intermediários como complemento para manutenção de bons índices e de apartamentos ocupados.

No empreendimento de Caldas Novas o tempo de administração é menor. São menos de dois anos à frente de
 um hotel que já passou pelas mãos de outros proprietários. Segundo os gestores, nesse meio de hospedagem "a casa ainda está sendo colocada em ordem". Apesar da expressão, a experiência foi suficiente para continuarem investindo também no segmento resort.

Serviço
www.vivencehoteis.com.br

Comentários