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Sex 15 Set 2017

Com faceta renovada e tematização, Equipotel quer ter hospitalidade como fator intrínseco

Camila Moretti assumiu a liderança da feira em 2016 com a missão de renová-la

Com as atividades encerradas ontem (14), a quinquagenária Equipotel aparente estar mais jovem a cada novo ano. Apesar de contar com proporções menores do que o visto há alguns anos, a feira parece renovada e assim cumpre o idealizado por seus organizadores: rejuvenescer e mostrar a hospitalidade intrínseca que só uma feira que trata do tema pode ter.
Responsável por boa parte das modificações as quais o evento foi submetido, Camila Moretti, gerente de Produto do evento, expressa satisfação com os comentários positivos e cautela com as críticas que entende fazerem sentido na melhora para os próximos anos. 

Na edição deste ano, a de número 55, participaram 200 expositores e mais de 1,5 mil marcas nacionais e internacionais. Todos eles dentro de uma atmosfera francesa, já que o tema do evento foi Paris - cidade número um em hospitalidade do mundo e sede de uma outra Equipotel, com contornos mais mundiais. "Buscamos a sinergia com as principais referências em hospitalidade no mundo", assegura a gerente.

Sobre os quatro dias de feira, as impressões e as possíveis mudanças para próximas edições, Camila falou à reportagem - assim como fez às vésperas da realização - numa entrevista disponível a seguir.

"Cada detalhe, cada conteúdo do que a feira trouxe aos visitantes e expositores foi pensado para facilitar a realização de negócios"

Hôtelier News: Uma das grandes novidades desse ano foi a temática. Por que Paris serviu de inspiração? É uma tendência que em outros anos cidades mundiais virem temas do encontro?
Camila Moretti: Paris é a capital referência em hospitalidade. A cidade luz é conhecida no mundo inteiro por sua receptividade com os turistas e pela infraestrutura e a cultura que os franceses têm em receber hóspedes. Trouxemos esta ideia para a Equipotel por ser uma fonte de inspiração. A hospitalidade está intrínseca em Paris tanto quanto na Equipotel.

Buscamos a sinergia com as principais referências em hospitalidade no mundo. Por isso, também já temos definida a nossa próxima inspiração. Em 2018 teremos a Itália permeando e dando o tom da Equipotel.

HN: Para quem conhece a feira há algum tempo percebe um movimento gradativo de renovação ano a ano. Passando pela sede e chegando a decoração e tematização da feira. Isso era uma necessidade? O que ocasionou isso?
Camila: Cada detalhe, cada conteúdo do que a feira trouxe aos visitantes e expositores foi pensado para facilitar a realização de negócios, para estreitar e iniciar relacionamentos e claro, para impulsionar a hospitalidade.

Este é o principal objetivo das feiras organizadas pela RXAM. Nós ouvimos o cliente e suas necessidades. Somos desafiados a cada ano para apresentar um evento cada vez mais eficaz para os setores presentes.

Nosso intuito é que tanto expositores, quanto os visitantes sintam a sensação real de que realizaram ótimos negócios. Promovemos encontros de compradores qualificados e nossos expositores. Muitos destes tomadores de decisão inclusive são indicações dos próprios expositores. Eles nos contam com quem gostariam de se relacionar e trazemos estes prospects à feira.

Assim, eles têm uma experiência completa e rentável de uma feira de negócios. A visita é otimizada e ele saí mais satisfeito com as oportunidades geradas. 


"Criamos a feira a partir de feedbacks coletados de
expositores e visitantes presentes nas edições anteriores"

HN: Como se deu o processo de montagem da edição deste ano e o que já está sendo articulado para 2018?
Camila: Criamos a feira a partir de feedbacks coletados de expositores e visitantes presentes nas edições anteriores, além de um estudo prévio das tendências do mercado. Fazemos um trabalho de análise sobre os principais anseios do setor. Junto às associações parceiras, ligadas ao turismo e aos serviços alimentares, traçamos os assuntos que mais interessam aos setores presentes na feira. Esta edição contemplou tendências e inovações para Decoração; Equipamentos e Utensílios; Experiências; Food Service; Limpeza e Serviços; SPA, Lazer e Fitness além de Tecnologia e Gestão.

A Equipotel é uma feira tradicional e consolidada, há 55 anos. É o principal evento para a hospitalidade e para os serviços gastronômicos na América Latina. Recebemos todos os representantes da cadeia da hospitalidade.

O conteúdo de nossa programação apresentou temas que auxiliaram na qualificação profissional, por meio de palestras e workshops, distribuídas pela Arena Gastronômica, Café do Saber e Arena de Debates. Reiteramos a necessidade de novos conceitos apresentando o Motel Design e o Hotel Modelo. Trouxemos um novo setor, de vending machines para dentro da Equipotel, uma das principais tendências em autosserviços no país e no mundo. Além de promovermos reais possibilidades de vendas, com as Rodadas de Negócios focadas em hotelaria e em serviços gastronômicos.

Para 2018 seguiremos ouvindo nossos expositores e visitantes. É por meio desse feedback que traçamos as necessidades e nos articulamos para apresentar uma Equipotel cada vez mais eficaz para todos. 

HN: Ao longo desses quatro primeiros dias qual a avaliação da organização sobre o encontro?
Camila: Todos os percalços foram superados. A feira teve consistência e relevância. Nosso primeiro balanço é muito positivo quanto ao principal intuito da feira, auxiliar na realização de negócios. Temos certeza de que a feira foi assertiva para o setor e que a hospitalidade e os serviços alimentares saem ainda mais reforçados como diferenciais para meios de hospedagens, SPAs, academias, bares e restaurantes.  

Ainda sem números finais, a expectativa da organização era receber 34 mil visitantes

HN: Como a organização se articula quanto à renovação ou manutenção dos expositores e marcas presentes? É comum ter mais empresas estreantes ou as mesmas no ano?
Camila: As feiras são importantes para empresas de todos os portes. Sejam elas, novas ou remanescentes.

Todos os atuais expositores recebem condições especiais de renovação. O intuito é terminar uma feira com a subsequente já formatada. Em geral os expositores renovam sua participação porque encontram rentabilidade durante a feira.

HN: A programação pontual para este ano vira uma atração à parte no evento. Como a organização pensa na programação paralela e como elas repercutiram junto ao público visitante?
Camila: A programação respeita os anseios de expositores e visitantes e é idealizada a partir de análises de feedbacks, como dito anteriormente.

Paralelamente, a Reed Exhibitions Alcantara Machado utiliza seu know how como uma das maiores organizadoras de eventos do mundo para traçar projetos simultâneos, que potencializam o alcance da feira. Este ano, por exemplo, trouxemos para a Equipotel o setor de vending machines, que apresenta máquinas de autoatendimento que podem ser diferenciais positivos tanto para meios de hospedagem low budget, quanto para hotéis estrelados.

Outra simultaneidade importante foi a Febrava, que trata de negócios para a climatização e o tratamento do ar. O público das feiras apresentam sinergia, potencializando a possibilidade de negócios em ambos eventos.  

HN: Neste ano alguns visitantes sentiram a falta de redes hoteleiras que, em outras edições, se faziam presentes. O que pode ter afastado essas presenças?
Camila: A Equipotel tem grande relevância ao público do setor. Todos os representantes da rede hoteleira estiveram presentes.

HN: Há expectativas de volume de negociações realizadas na feira?
Camila: Nós superamos o volume de negócios em comparação ao que foi gerado em 2016. Nos três dias de feira já atingimos cerca de R$ 55 milhões em negócios. No entanto, este número deve ser elevado, já que não temos o balanço consolidado do último dia. Vale ressaltar também que muitos contatos são feitos durante a feira e somente depois são concretizados em negócios.

A França, que tematizou o evento este ano, dará lugar à Itália em 2018

HN: Vocês acreditam que toda a malha de fornecedores para hotelaria está representada aqui?
Camila: Tivemos mais de 200 marcas presentes na feira. Eles atendem toda a cadeia da hospitalidade como hotéis, motéis, resorts, SPAs, academias, bares e restaurantes, divididos de forma setorizada na planta da feira.  

HN: Há muitos novos fornecedores de produtos pouco utilizados pela indústria. Qual a importância disso e como incentivam essas participações? 
Camila: A cadeia da hospitalidade não está atrás de qualquer indústria no que diz respeito a novidades, sejam elas tecnológicas, de produtos ou serviços. Nosso trabalho diário em mapear e acompanhar essas movimentações de mercado nos ajuda a entender por qual caminho seguir e o que de fato pode ser relevante para o público da feira. Esta compreensão é extremamente importante para alinhar com as atuais demandas e necessidades dos setores presentes na Equipotel. A grande maioria marca presença no evento para ter um termômetro de mercado, esse intercâmbio de informações e novidades acabam refletindo em negócios inovadores antes pouco utilizados pela indústria. 

* Fotos: Filip Calixto e divulgação Equipotel

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