Hotéis são os principais clientes do Shuttle Rio

 
A vida profissional de Sérgio Nogueira sempre foi ligada ao turismo. Com carreira iniciada em uma agência de viagens, chegou a ser presidente da Abav Nacional entre 1993 e 1997. E foi pensando em melhorias para o setor que o empresário e superintendente há um ano da ABIH-RJ implantou na cidade um serviço diferenciado que tem como principal cliente a hotelaria.
 
De acordo com ele, o crescimento do turismo como um todo depende da cadeia produtiva inteira da atividade. “Às vezes um segmento se dá em função de outro”, acredita, citando como exemplo o transporte aéreo.

Há dois anos, Nogueira iniciou as operações do Shuttle Rio, idéia oriunda dos Estados Unidos, com foco no atendimento aos turistas da cidade com tranqüilidade à preço competitivo. A equipe do Hôtelier News entrevistou o executivo e pôde conferir que uma boa idéia somada a pesquisas, dedicação e visão de mercado consegue ter destaque com resultados positivos em pouco tempo de vida.
 
Por Rhaiane Sodré
 
 
Hôtelier News: Como foi a implantação do serviço?
Sérgio Nogueira: Com a globalização e o meio eletrônico, os negócios ficaram mais rápidos. Nessa evolução, o primeiro mercado que sofreu as conseqüências foi o do transporte aéreo, que apresentou redução de tarifas. O mesmo processo aconteceu com a diária média hoteleira, que precisou ser adequada à realidade.
 
A negociação ficou muito mais forte com a competitividade. Percebi que na capital fluminense o único mercado que não sofreu nenhuma modificação, além do aumento no valor a ser cobrado, foi o de transporte do aeroporto para o hotel. Ou o turista optaria pelo público ou utilizaria o táxi, que em muitos casos chega a cobrar um valor maior do que a própria passagem aérea.

Na cidade não existia nenhum produto que oferecesse um custo benefício menor aos visitantes, além de uma melhor infra-estrutura turística para o Rio. Com o apoio da ABIH iniciei o projeto de colocar a minha idéia em prática visitando os hotéis para buscar parceiros na nova empreitada.

HN: Como funciona o Shuttle Rio?
Nogueira: O transporte é feito com vans. A cada hora, entre 8h e 19h, acontecem saídas simultâneas do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim aos hotéis conveniados da Zona Sul e da Barra da Tijuca e vice-versa. Dependendo do trânsito, os trajetos podem durar entre 45 minutos e 1 hora no roteiro da Zona Sul (R$ 10 a tarifa) e entre 50 minutos e 1 hora e 15 minutos no roteiro da Barra (R$ 15). 

Para a utilização do traslado é preciso fazer a reserva antecipada pelo telefone 21 7842-2490, no site www.shuttlerio.com.br ou na recepção dos hotéis.

  

HN: Quais são as características do público que tem buscado o serviço?

Nogueira: Quando iniciei meus estudos de implantação, acreditava no turista de lazer. Após o segundo semestre de funcionamento, me surpreendi com a procura maior pelo profissional liberal, que geralmente tem o perfil de pesquisar na internet e fazer cálculos com a viagem.

Atualmente, grande parte do meu movimento é oriundo do segmento corporativo, seguido por eventos e lazer. Cerca de 60% dos meus clientes são brasileiros, sendo a maioria de Brasília e Minas Gerais. Já em relação aos estrangeiros, destaco os mercados argentino e norte-americano.
 
HN: Até o momento o serviço é oferecido apenas no Rio. Você tem interesse em ampliar o atendimento?
Nogueira: Tenho quatros veículos para realizar os traslados solicitados e pretendo aumentar a frota na medida que for necessário.

Quando eu tropicalizei o produto, meu foco era o Rio, por ser necessário estar presente para efetuar o gerenciamento, que é complexo. É preciso planejar a logística de maneira que o serviço tenha agilidade e funcione de acordo com o previsto. Já recebi propostas para atuar em outras cidades, como Maceió, Salvador e Belo Horizonte, mas tudo deve ser bem analisado antes.

HN: Você não tem como área de cobertura o Aeroporto Nacional Santos Dumont. Com o aumento da malha aérea prometida para o local há interesse em atender os viajantes que o utilizam?
Nogueira: Primeiro é necessário cumprir as etapas determinadas, mas não descarto a possibilidade. Penso em atingir a cidade de Niterói antes.


HN: Por que os hotéis são considerados os seus principais clientes? E quais são as vantagens do seu serviço para eles?

Nogueira: Os meus clientes são os hotéis, passageiros são usuários. Meu trabalho é atender a hotelaria. Em pesquisas realizadas no setor, sempre observei a crítica dos turistas em relação aos transportes, já que o táxi era visto de forma negativa por cobrar tarifas altas.

Acredito que entre os benefícios do traslado para os hotéis é que ele pode ser considerado marketing de valor agregado aos hóspedes, já que é uma opção conhecida em muitos lugares do mundo como opção de tranqüilidade e economia aos turistas. Além disso, a 
recepção ganha comissão ao conseguir efetuar reservas para os passageiros.

HN: Com quantos hotéis você tem parceria atualmente e qual a sua meta para o futuro?
Nogueira: Terminei 2006 com 16 hotéis. Hoje conto com 24. Já estou em negociação com alguns e, possivelmente, o Porto Bay Rio Internacional, Rio Copa e Leme Palace podem fazer parte do portfólio de meios de hospedagem com o serviço.

Minha meta é fechar este ano com 40 hotéis e um dia chegar a atender todos os existentes no Rio. É uma tarefa difícil a ser cumprida, mas já há hoteleiros me procurando para saber sobre o Shuttle.

HN: Em relação ao número de passageiros, quantos você já atendeu até hoje e qual a sua expectativa?
Nogueira: No primeiro ano transportamos mais de 7,9 mil passageiros e, em 2007, alcançamos a marca de 15,5 mil. Meu objetivo é fechar 2008 com aproximadamente 5 mil pessoas por mês. Hoje atendo uma média de 2 mil.

HN: Qual a representação das agências de viagens para o Shuttle Rio?
Nogueira: Quero trabalhar melhor este setor. Acredito que o serviço agrega valor aos profissionais da área por poder oferecer novidades que baixam o custo da viagem aos turistas. Os clientes estão em busca de dicas pouco conhecidas e a maioria já sabe os pontos turísticos que gostariam de visitar. Além disso, o agente tem a opção de ganhar a comissão de R$ 3 por cada voucher, o que no final do mês pode fazer diferença no orçamento do mesmo.


HN: Como é feita a divulgação do serviço?
Nogueira: O maior foco são os hóspedes e a maior procura é pelo traslado hotel/aeroporto. Queremos aumentar o número de passageiros do aeroporto/hotel e para isso, além de termos como objetivo uma maior divulgação do serviço, estudamos um plano de ação de e-mail marketing.

As parcerias com os hotéis, agências de viagens, empresas organizadoras de eventos e sistemas de reservas online são fundamentais no aumento do serviço. Outra ação interessante são os links do site do Shuttle Service em outros, como a página na internet do Riotur, Tap e Webjet Linhas Aéreas, por exemplo.


Hotéis que oferecem o Shuttle Rio:

Ipanema

Everest Rio Hotel (Rua Prudente de Moraes, 1.117)
Hotel Praia Ipanema (Avenida Vieira Souto, 706)
Hotel Sol Ipanema (Avenida Vieira Souto, 320)
Hotel Vermont (Rua Visconde de Pirajá, 254)
Ipanema Tower Residence (Rua Prudente de Moraes, 1.008)

Mar Ipanema Hotel (Rua Visconde de Pirajá, 539)
Tiffanys Residence Service (Rua Prudente de Moraes, 302)


Jardim Botânico
Hotel do Clube Militar (Rua Jardim Botânico, 391)

Leblon
Hotel Marina Palace (Avenida Delfim Moreira, 630)
Monsieur Le Blond Apart Hotel (Avenida Bartolomeu Mitre, 455)
Sheraton Rio (Avenida Niemeyer, 121)


Copacabana
Copa Sul (Avenida N. S. Copacabana, 1.284)
Luxor Regente (Avenida Atlântica, 3.716)
Pestana Rio Atlântica (Avenida Atlântica, 2.964)
Rio Othon Palace (Avenida Atlântica, 3.264)
Savoy Othon Travel (Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 995)
South American Copacabana Hotel (Rua Francisco Sá, 90)


São Conrado
Intercontinental Rio (Avenida Pref. Mendes de Morais, 222)

Barra da Tijuca
Barra Bella Hotel Residência (Avenida Sernambetiba, 4.700)
Barra Palace Hotel Residência (Avenida Sernambetiba, 2.916)
Gaivota Hotel (Rua Belizário Leite de Andrade Neto, 40)
Sheraton Barra Hotel (Avenida Lúcio Costa, 3.150)
Transamérica Flat Barra (Avenida Gastão Senges, 395)
Windsor Barra Hotel (Avenida Lúcio Costa, 2.630)

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