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Seg 24 Fev 2014

Moris Litvak: 120% de ocupação

Moris Litvak Moris Litvak (foto: arquivo pessoal)

Sou um leitor contumaz do noticiário especializado em turismo. Quem acompanha algum desses sites observa que quase todos os dias sai uma nota, divulgada pela assessoria de imprensa das redes hoteleiras ou mesmo de hotéis independentes, de que suas vendas online “aumentaram no último ano xx %”. Logo em seguida, leio relatórios de entidades dando conta de que a taxa de ocupação geral, etc, não passou de 70% no último ano. Então penso: há algo de errado, porque o relatório também informa que as reservas continuam a vir majoritariamente dos canais tradicionais. Bem, reserva online é meu negócio (hoje também software de gestão), então dei-me ao trabalho de pesquisar em vários portais do trade, nos últimos três anos, notícias relativas a três redes grandes, três pequenas redes nacionais, com hotéis bem conhecidos e três grandes hotéis de lazer, notícias estas relativas ao aumento de vendas via internet. Na maioria dos casos, se somarmos os aumentos de venda online anunciados, veremos que quase ninguém dentre os pesquisados deveria estar precisando vender via operadoras, TMCs, OTAs, etc, e ainda deveria estar com 120% de ocupação. Oba! Overbooking! Sabemos que não é esta a realidade. Então o que há de errado? Em primeiro lugar, sejamos francos, as notícias vem um pouco exageradas nos números. Tudo bem, isso faz parte do jogo, das vaidades, e por aí vai. Depois, tem uma questão conceitual: o que é venda online? Receber reservas por e-mail, geradas em diversos canais, onde sempre se paga comissões altas é venda online? Alguns dirão que as reservas entram direto em seus PMSss porque utilizam chanell managers integrados, e isso é venda online. Mesmo assim são poucos os casos, é tecnologia recente e os canais que mais vendem não estão integrados. Faça uma experiência facílima: lembre o nome de qualquer hotel e coloque no Google. Ou, de outra forma: escolha uma cidade e coloque "hotel em ...". Em 100% dos casos vai aparecer logo de cara a venda desse hotel ou hotéis na cidade escolhida oferecida por OTAs, portais de hotelaria, etc, em anúncios pagos e não pagos. Somente lá em baixo é que aparecerão os sites dos hotéis, se aparecerem. Por que isso ocorre? É simples: porque as OTAs sabem trabalhar o Google, além, é claro, de investirem nos anúncios pagos. Então, de que vale o investimento feito pelos hotéis em sites maravilhosos se estes sites não estão corretamente adaptados às atuais exigências técnicas para ser bem ranqueados no Google? Informo que isso não é tarefa fácil, e para tanto existem os especialistas, ou “Google partners”. Esse pessoal insere (escondidos) códigos e palavras chave nas páginas do site, escolhidas cuidadosamente, com acompanhamento dos resultados, para que o site apareça no alto da busca e gere mais resultados, hóspedes diretos sem pagamento de comissões. É comum, quando um hotel coloca um motor de reservas em seu site, ficar na expectativa de que comece a gerar reservas imediatamente. Mas para isso acontecer, o site precisa ser encontrado. E cabe a você, hoteleiro, fazer com que isto ocorra. Para você que está pagando comissões e mais comissões, neste mundo da alta tecnologia e não está satisfeito com a ocupação do seu hotel, ou com o que sobra no seu bolso no fim do mês, recomendo uma solução à moda antiga: simplicidade. Porque simplicidade? Porque você já deve ter sido bombardeado com propostas e promessas feitas à base de tecnologias complexas, que você não entende ou não consegue operar. Um bom site não precisa ter exageros, “tipo” efeitos especiais contratados em Holywood, precisa ter um motor de reservas de verdade, e uma divulgação bem feita no Google. Será um investimento que, em comparação às comissões que você irá deixar de pagar, vai trazer-lhe um retorno a médio prazo bastante satisfatório, melhorando sua rentabilidade e a taxa de ocupação, sem chegar a 120%, claro! * Formado em engenharia pela USP, Moris Litvak trabalhou na indústria de computadores quando esta surgiu no Brasil e, mais tarde, em assistência técnica. Fundou a WebBusiness em 1996, que iniciou fazendo sites, tendo concentrado-se em sites para hotéis e logo focado em reservas online. Em 2013, a WebBusiness foi vendida a um grupo europeu e atualmente ele comada a easyHotel, voltada ao fornecimento de tecnologia para pequenos meios de hospedagem. Contato moris@easyhotel.com.br easyhotel.com.br  

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