Oportunidades em cidades secundárias abrem caminho para a expansão da Mabu Hotéis e Resorts


(fotos: Filip Calixto)

Tema recorrente em painéis do setor hoteleiro e imobiliário, o desenvolvimento de cidades secundárias, e até terciárias em alguns casos, pavimenta o caminho de expansão de algumas redes de hospedagem nacionais e internacionais pelo Brasil. País continente, o território brasileiro revela, em seu interior, regiões de forte crescimento monetário, industrial e populacional, gerando oportunidades para companhias que tem nos empreendimentos econômicos - pelo baixo custo de investimento e pelo bom alcance - sua ferramenta de penetração nesses destinos.

Recente estudo publicado pela consultoria Crowe Horwath International aponta cerca de 170 cidades interioranas com potencial e demanda para abrigar novos meios de hospedagem. No entanto, apesar do mercado aquecido, 68% desses municípios não têm previsão de invetimentos hoteleiros chegando, conforme pontua o mesmo relatório.

Os destinos apontados com essas características têm, em sua maioria, população entre 80 mil e 1 milhão de habitantes. Todos acompanham o ritmo da economia nacional e apresentaram crescimento médio de 10% nos últimos oito anos. 

Com olhos nesse mercado, filão importante para quem projeta crescimento, a paranaense Mabu Hotéis e Resorts alinha sua estratégia de renovação e expansão. Com trama ousada, a corporação pretende, em aproximadamente dois anos, quadruplicar o número de hotéis que administra num arranjo embasado, sobretudo, em seu mais novo produto: a bandeira Express de hotéis econômicos.

Por Filip Calixto



Wellington Estruquel, diretor Executivo da companhia

Fundada pelos empresários Alberto e Jacyra Abujamra, em 1973, a rede Mabu passou de hotel familiar a rede de alcance nacional. Atualmente, são cinco empreendimentos administrados - Curitiba Business, Curitiba Convention, Capivari Ecoresort, Thermas Grand Resort, e Iloa Resort - distribuídos em quatro bandeiras - Mabu Resort, Mabu Business, Mabu Convention, e Mabu Ecoresort. Criadas em julho do ano passado, as bandeiras que existem hoje formam o alicerce para a expansão do grupo, que virá com uma marca lançada em maio deste ano.

"Algum tempo atrás, identificamos a oportunidade de entrar no segmento econômico e entedemos que podia ser um passo estratégico, assim como outras redes têm feito", narra Wellington Estruquel, diretor Executivo da companhia, após um almoço em uma das unidades Mabu. Segundo relata o diretor, a corporação já tinha a meta traçada, mas estava em busca de um parceiro disposto a realizar investimentos no mercado de hotéis. "Não queríamos entrar de forma picada [com aberturas pontuais], com um ou dois empreendimentos. Buscávamos um parceiro de peso e com o qual nós pudéssemos desenvolver de cinco a dez hotéis. E foi o que conseguimos", lembra, ressaltando a importância que os parceiros angariados tiveram na consolidação do plano.

O planejamento, que atualmente envolve investimentos de até R$ 150 milhões, deu frutos e prevê três aberturas no próximo ano, cinco em 2016, e duas em 2017. Todos funcionando com a marca econômica e em cidades que não figuram entre as maiores do País. Até o presente momento, já foram confirmadas inaugurações em Pelotas (RS), São José dos Pinhais (PR), Cascável (PR) e Guarapuava (PR). Outras seis ainda não foram reveladas, mas, sabe-se, ficarão no eixo Sul-Sudeste.


Uma das áreas comuns do Mabu Curitiba Business

"Temos uma marca conhecida e bem aceita na região Sul e a instalação de mais empreendimentos reforça as características que nossos clientes já conhecem a nosso respeito", comenta Estruquel, justificando a opção pelos destinos sulistas mas dando ênfase ao movimento de descoberta de novas praças que deve vir na sequência. "Ao mesmo tempo, a gente entende que precisa crescer em outros destinos. Alguns lugares como Sudeste, principalmente no mercado de São Paulo. Não acreditamos muito na capital paulista, já que é um local muito complexo de entrar, mas sim no interior, onde já temos possíveis parcerias", antecipa.

Apesar da evidente predileçãos pelos três Estados da região Sul, a rede reitera que diuturnamente observa possibilidades em outras praças e que está atenta a boas oportunidades. "A prospecção de praças que a gente tem feito é impressionante. Chegamos em lugares que só tem hotéis familiares, outras vezes em lugares que tem hotéis de rede sozinhos no mercado e cobrando diárias altíssimas, e ainda em muitas cidades sem qualquer oferta", confessa Antônio Albuquerque, gerente de Operações Corporativas e responsável por parte da criação e desenvolvimento da marca Express.


Antônio Albuquerque, gerente de Operações Corporativas

De acordo com ele, a empresa tem um executivo que cuida exclusivamente dessa área, visitando municípios e verificando as possibilidades de implantação. Contudo, esse é o primeiro passo de um processo que tem mais etapas. Depois de visitar a cidade e levantar as informações sobre o potencial a rede realiza e encomenda um estudo de viabilidade comprovando a pobabilidade de êxito de um hotel na região. A partir daí o projeto começa a ganhar forma passa a ser adaptado para as características do empreendimento que se quer montar. Nesse caso, as prospecções e estudos estão sendo montados para a marca Express.

"Ter o projeto bem arquitetado, com as informações sobre o destino e seu potencial é fundamental numa negociação junto aos investidores. É importante que ele visualize tudo, saiba como é o projeto, quanto vai custar e conseguimos oferecer todas essas especificações", diz.

Hotéis Express
As unidades da marca Mabu Express seguirão o mesmo padrão estético e de atendimento. Os hotéis devem ter, em média, de cem a 120 apartamentos e estarão instalados em edifícios horizonteis, de no máximo cinco andares. Todos os prédios terão restaurantes e o café da manhã será incluso nas tarifas de diárias.


Projeção do layout dos novos empreendimentos econômicos da rede
(foto: divulgação/Mcomm Comunicação Dirigida)

Pensado para atender executivos que atuam em cargos de média gerência, a bandeira prioriza aspectos como funcionalidade, praticidade e conforto. "É um típico hotel econômico no qual o cliente sabe exatamente o tipo de serviço e estrutura que irá encontrar", salienta Albuquerque.

Serviço
www.hoteismabu.com.br

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