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Qua 08 Jun 2016

Refrigeradores por absorção causam problemas na operação em vários hotéis brasileiros

Frigobares comercializados pela Assa Abloy Hospitality
(foto: divulgação/Assa Abloy | foto da capa: arquivo HN)

Os chamados refrigeradores por absorção, aqueles que não têm compressor ou motor para realizar o resfriamento, e que funcionam por um sistema de resistência tem causado problemas na operação de alguns hotéis pelo País, já que esses equipamentos foram instalados nas habitações de muitos meios de hospedagem.

Considerados ecólogicos, silenciosos e econômicos, os equipamentos estão substituindo, cada vez mais, as geladeiras comuns, que são barulhentas e têm um alto consumo de energia elétrica.

Para Adinei Botjuk, diretor da Anserve, a maior empresa de terceirização de serviços de minibar do Brasil, a situação está acontecendo em alguns empreendimentos e tem gerado um problema na operação. "Muitos hotéis não têm o que fazer e pedem auxílio para nós para instalarmos uma geladeira de tamanho maior para que os produtos possam já subir gelados para os frigobares das habitações", explica.

O problema é que os itens como refrigerantes, sucos, cervejas e água, colocados dentro de cada frigobar não gelam, causando um desconforto para o hóspede que reclama e pede a reposição, o que ocasiona uma outra situação, já que os itens do frigobar são armazenados em um local com temperatura ambiente.

A reportagem do Hôtelier News consultou José Garcia Nardi Junior, gerente de Manutenção e de Segurança Corporativa da Royal Palm Hotels, que possui uma grande expertise no assunto, já que trabalha no segmento há mais de 25 anos. "As geladeiras por absorção que conheço funcionam muito bem, aliás a técnica é mais antiga do que o próprio motor, pois quando foram inventadas trabalhavam por absorção. O problema é a logística de instalação, que começa quando o equipamento é transportado", explica Nardi Junior.

O executivo diz que qualquer tipo de refrigerador não pode sofrer grandes impactos durante o transporte, seja quando for colocado ou retirado do caminhão, ou mesmo quando é levado para o quarto. "Se o equipamento for, por exemplo, deitado para ser retirado do veículo que o transporta, ele deve permanecer no mínimo por quatro horas na posição vertical, para que o óleo do motor não entre na serpentina. O mesmo aconetece com a geladeira de absorção, que utiliza amônia, e se ela invadir a serpentina, ocorre o entupimento e então a geladeira não funciona", diz.

Outro ponto importante é como e em qual local o frigobar é instalado. "O lugar onde a geladeira será colocada precisa ter ventilação, embaixo e atrás do equipamento, senão seu próprio calor prejudica seu funcionamento", alerta José Garcia. "E quando o equipamento for colocado no local, precisa ficar desligado por no mínimo quatro horas", completa.

Segundo Ari Giorgi, gerente de Marketing e Vendas da Assa Abloy Hospitality, que comercializa frigobares por absorção, essas instruções são fornecidas quando uma venda é feita, mas muitas vezes o manuseio e instalação são feitos de forma imprópria. "Sempre que efetuamos uma venda, um manual de instruções acompanha o produto, mas muitas vezes esse manuseio e a própria instalação na qual pedimos para que exista um limite para a ventilação, não são respeitados. Temos clientes que elogiam muito o produto e outros que reclamam, justamente por não saberem manusear o transporte e instalação", explica o executivo.

Nardi e Giorgi são unânimes nas qualidades do frigobar por absorção: excelente, econômico, ecológico e silencioso. "A Assa Abloy Hospitality tem clientes no mundo todo e também no Brasil que estão substituindo definitivamente suas geladeiras com motor por de absorção", diz Ari. "Eu indico e aconselho a utilização desses equipamentos", finaliza Nardi Junior,

Serviço
anserve.com.br
royalpalm.com.br
assaabloy.com.br

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