Santo Domingo (Rep. Dominicana) aproveita o passado colonial

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Um dos prédios que serviu de sede administrativa do período colonial
(fotos: Priscilla Haikal)

A chegada do navegador genovês Cristóvão Colombo à América em 1492 é um dos capítulos mais importantes das aulas de história nas civilizações ocidentais. A viagem do desbravador deu início a uma série de colonizações pelo continente que mudaram o rumo de diversos povos, entre eles os tainos, indígenas que viviam em ilhas do Caribe, incluindo a região conhecida como República Dominicana.

A capital do país, Santo Domingo, vive até hoje desse passado por ter o título de primeira cidade fundada pelos colonizadores em toda a América. O fato aconteceu em agosto de 1496 e foi realizado pelo irmão de Colombo, Bartolomeu. O reconhecimento do legado da região se deu em 1990, quando a zona colonial foi considerada patrimônio da humanidade pela Unesco.

Passeando pelo centro é possível encontrar antigas moradas de Colombo e de seus familiares, além de sedes administrativas da época. O clima histórico está presente nas ruas através dos paralelepípedos no asfalto e das casas que dificilmente ultrapassam dois andares, conservando ainda a arquitetura colonial.

O curioso é que, independentemente dos guias que trabalham para as instituições locais, os próprios moradores e comerciantes gostam de contar fatos que tornam Santo Domingo historicamente importante. As citações mais comuns envolvem o pioneirismo da cidade em sediar construções, como a primeira rua das Américas, a Calle Las Damas, ou a primeira universidade das Américas, a Universidade Autônoma de Santo Domingo, ou ainda a primeira catedral, o primeiro hospital, a primeira alfândega. Após diversas repetições, este argumento ganha um certo tom cômico durante a visita.

Mesmo havendo lugares onde é alta a concentração de lojas e de ambulantes prontos para abordar os turistas ávidos por lembranças regionais, caminhar pelas vielas centrais é uma das atividades mais prazerosas e tranquilas por ali, já que o trânsito agressivo do resto da cidade passa longe. Os vendedores costumam interpelar os visitantes oferecendo descontos exclusivos, convidando-os para entrar e conhecer os produtos à venda. Um dos mais populares é a bebida típica do país, a mamajuana. Feita com ervas, mel, rum e vinho, é oferecida com a promessa de curar todas as efermidades e conservar o casamento. Ela é afrodisíaca, bem como vários outros alimentos preparados na região. Esta é uma propaganda comum que se ouve pelos comércios.

Ao andar sem compromisso pela zona colonial, basta um pouco de atenção para perceber as desigualdades econômicas entre os moradores e os estrangeiros. Este é o momento ideal para imaginar as situações vividas por um país com um passado turbulento de invasões e que hoje convive com disparidades sociais.



Serviço
republicadominicana.tur.br

* A jornalista do Hôtelier News viajou a convite da República Dominicana  

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