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Seg 17 Jul 2017

Wanderléa Trajano: Decisões que comprometem o resultado


Wanderléa Trajano (foto: divulgação/arquivo pessoal)

Quando existem relacionamentos conflitantes entre os objetivos estratégicos e/ou valores contraditórios entre os membros da organização, as pessoas ficam amarguradas, desconfiadas e surgem as barreiras da comunicação. Nas situações em que os interesses particulares, alheios aos interesses da empresa, reduzem o grau de profissionalismo com que a pessoa atua em nome da organização, abre-se espaço para críticas, especulações e dúvidas.

“Uma missão bem difundida desenvolve nos funcionários um senso comum de oportunidade, direção, significância e realização. Uma missão bem explícita atua como uma mão invisível que guia os funcionários para um trabalho independente, mas coletivo, na direção da realização dos potenciais da empresa”. (KOTLER, 2005)

Ainda que as transformações do mundo corporativo sejam intensas, os gestores empresariais precisam estar conscientes da real situação de sua empresa. Mas o que se observa é que alguns já procuram mudar os procedimentos, políticas, estruturas organizacionais e outras questões visíveis dentro da organização. Tomam decisões baseadas na característica e na obtenção de poder e de autoridade, deixando transparecer seus desejos, necessidades e motivos alheios aos objetivos da empresa. Não se preocupam com as dificuldades que serão enfrentadas e quais os impactos negativos e os custos que ocorrerão na organização e/ou no trabalho do empregado.

A qualidade de um executivo é medida pela agilidade e eficiência com que ele é capaz de tomar decisões corretas. Acreditem, quando uma decisão é tomada e disseminada corretamente gera impactos efetivos no desempenho das organizações. 

No mundo de hoje, tomar uma decisão correta torna-se cada vez mais difícil e a grande maioria não está preparada para arbitrar com o grau de acuracidade que suas empresas exigem. Principalmente quando se trata de assuntos que envolvem os recursos da companhia.

Existe uma tendência, entre os executivos não preparados para essa responsabilidade, em buscar antigas soluções para resolver novos problemas, sem analisar os critérios ou métodos existentes, nem avaliar os cenários internos e externos, de modo a se ter uma visão abrangente das questões que envolvem a decisão.

Existem diferentes métodos e pode haver pessoas que adotam procedimentos tão eficiente quanto aquele que você utiliza. Assim, antes de dar o primeiro passo para forçar alguém a copiar a sua fórmula, seja honesto em avaliar se há eficácia no emprego daquele que você utiliza. Talvez necessite só de um alinhamento ou de uma reformulação que não onere a cadeia de produção, ouvir os demais é importante, principalmente aqueles que estão envolvidos na causa ou solução. Uma decisão errada desestimula a produtividade e pode tornar o ambiente de trabalho insuportável. Isso, no médio e longo prazo, pode minar as relações no ambiente de trabalho e prejudicar o bom funcionamento da empresa. 

Podem-se destacar algumas situações que ocorrem nas organizações e que merecem especial atenção:

  • Através da comunicação focada nos objetivos, pode-se promover o entendimento do contexto organizacional. A missão da empresa tem de ser suficientemente clara para promover uma visão estratégica. E, principalmente, a equipe gerencial precisa também entender e conhecer a visão sistêmica da empresa e não apenas tomar decisões baseadas nos seus conhecimentos e visão, nos seus objetivos e nas necessidades da área que atua, sem perceber o quanto afetará o todo ou outras partes;
  • Estar atendo às informações e às decisões tomadas, para que não contrariem as crenças e os valores da empresa, caso contrário, isso se tornará um grande problema. Quando elas se encaixam com os conceitos já existentes, tendem a ser recebidas e aceitas muito mais prontamente;
  • Por medo de perder o controle ou, eventualmente, até de perder a posição, é muito comum os chefes centralizarem todos os processos ou não fornecerem as informações necessárias, o que pode gerar um ambiente de insegurança;
  • Com os possíveis erros operacionais existentes nas empresas, associados com as principais barreiras ao processo de comunicação, às vezes, o que se planeja não acontece. Entretanto, deixar o “barco furado” na mão dos funcionários não é correto, ainda mais sem o “navegador”. Infelizmente, isso é comum quando o chefe não se envolve no dia a dia da equipe. Conhecer e desenvolver junto com a equipe é fundamental para o sucesso do trabalho das pessoas e para disseminar os objetivos e os interesses da empresa;
  • É importante perceber as manifestações de desequilíbrio e um dos papéis da chefia é desobstruir esses "gargalos". Por outro lado, a existência de gargalos constantes em uma empresa, é sinal de que algumas tarefas estão sendo preteridas em função de outras, o que pode levar a crises que ocasionam vulnerabilidade diante de seus concorrentes. 

Fazer com que as pessoas entendam o que você quer, acreditem em você, e conseguir que as pessoas façam as coisas acontecerem, isso te faz um líder, mas, cuidado! Destruir processos, procedimentos, rotinas ou estrutura organizacional, só para deslumbrar algo novo, com o objetivo de satisfazer primeiramente seus ensejos, e que, impulsionar o crescimento da empresa seja apenas uma mera consequência, poderá trazer sequelas irreparáveis a curto e médio prazo. Muitas empresas estão pagando caro para retomar o que foi perdido, para retomar o seu crescimento. As empresas precisam estar bem orientadas para seguirem seu caminho rumo ao sucesso e você é parte importante nesse processo.

Atentar que tudo que um administrador faz sistematicamente é analisado. Quando o gestor empenha esforços em transmitir, através de seus atos, o sentimento de equidade em todos os níveis da hierarquia, conserva o equilíbrio, ajuda as pessoas a se manterem engajadas, afasta o risco de buscar propósitos conflitantes e evita desgastes.

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* Wanderléa Trajano é executiva especializada em administração de empresas em diversos mercados, incluindo hospitalidade, onde assumiu posição estratégica no cargo de Gerente Regional Norte da rede BHG. Bacharel em Administração de Empresas, MBA em Marketing com Ênfase no Ambiente Digital (em curso), Pós-Graduação em Controladoria, Auditoria e Perícia Contábil e MBA em Gestão Empresarial.

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