Um estudo atualizado da FGV (Fundação Getulio Vargas) mostra que a atividade gerada pelo Airbnb movimentou mais de R$ 113 bilhões na economia brasileira em 2025, crescimento de 13% em relação ao ano anterior. Além da expansão da movimentação econômica, a plataforma contribuiu com quase R$ 63 bilhões para o PIB (Produto Interno Bruto) do país, sustentou mais de 700 mil empregos e gerou quase R$ 9 bilhões em tributos diretos.
A pesquisa, encomendada pelo Airbnb, revela o avanço do aluguel por temporada como uma atividade cada vez mais relevante para o turismo e para a economia nacional. Segundo o levantamento, o impacto total sobre o PIB brasileiro — considerando efeitos diretos e indiretos — registrou alta de 12% em 2025 na comparação com o ano anterior.
Para Fiamma Zarife, diretora geral do Airbnb para a América do Sul, os resultados evidenciam a consolidação do modelo entre os brasileiros. “O aumento dos indicadores mostra que o aluguel por temporada já é uma realidade consolidada para os brasileiros. E o que mais motiva a plataforma é saber que, por trás de cada reserva, existe um efeito que se multiplica pela economia local: no comércio, na geração de renda, no mercado de trabalho e no desenvolvimento dos destinos”, afirma.
Impacto do Airbnb vai além da hospedagem
Esta é a primeira atualização do estudo de Impacto Econômico da FGV, divulgado inicialmente em 2024 com dados referentes ao ano anterior. A nova edição incorpora informações de 2025 e permite acompanhar a evolução da atividade do Airbnb no Brasil.
O levantamento destaca o efeito multiplicador das estadias realizadas por meio da plataforma. Além dos anfitriões, os impactos alcançam restaurantes, supermercados, motoristas, profissionais de limpeza, prestadores de serviços e pequenos empreendedores que integram a cadeia turística local.
De acordo com a FGV, a renda do trabalho associada à atividade do Airbnb alcançou quase R$ 32 bilhões em 2025, avanço de quase 12% em comparação com 2024. O número de postos de trabalho vinculados à atividade também cresceu 12% no período.
Segundo Luiz Gustavo Barbosa, gerente executivo da FGV Projetos, a atualização do estudo amplia a capacidade de mensurar os efeitos econômicos gerados pelas viagens intermediadas pela plataforma.
“Os números mostram que os gastos relacionados às estadias geram efeitos que se distribuem por diferentes cadeias produtivas, contribuindo para a geração de renda e empregos em diversos setores”, diz Barbosa.
Crescimento das viagens impulsiona desenvolvimento dos destinos
Os dados da plataforma também apontam a continuidade do crescimento da demanda. O número de noites reservadas por viajantes brasileiros no Airbnb aumentou mais de 20% no primeiro trimestre de 2026, marcando o terceiro trimestre consecutivo de expansão acima desse patamar.
O desempenho reflete tanto o fortalecimento do hábito de viajar quanto a adesão crescente dos consumidores a alternativas de hospedagem além dos modelos tradicionais.
Segundo o estudo, a ampliação da oferta de acomodações contribui para viabilizar viagens para diferentes perfis de turistas, ampliar as opções de hospedagem e estimular o desenvolvimento de destinos fora dos circuitos turísticos mais consolidados.
A pesquisa também destaca que parte significativa da renda gerada pelas reservas permanece nas comunidades onde os imóveis estão localizados. Esse movimento fortalece o comércio local, amplia a circulação de recursos e beneficia moradores que reinvestem os ganhos em suas próprias regiões.
Com resultados em crescimento e impactos distribuídos por diferentes setores da economia, o levantamento reforça o papel do aluguel por temporada como um dos motores da atividade turística e da geração de renda no Brasil.
(*) Crédito da foto: Divulgação/Airbnb














