Após mais de uma década de abandono e disputas judiciais, o antigo Torre Palace Hotel, um dos marcos da hotelaria de Brasília, finalmente terá um novo destino. O prédio, fechado desde 2013, será demolido até o fim do ano para dar lugar a um novo empreendimento de alto padrão, aponta o G1.
O edifício foi adquirido por um grupo econômico do ramo hoteleiro, que promete devolver o luxo ao endereço que já foi símbolo de sofisticação na capital federal. Ainda sem detalhes públicos do projeto, um conselheiro antecipou parte dos planos. “A proposta do grupo é fazer um hotel de luxo, com aproximadamente 250 apartamentos. É um produto para se trazer um restaurante Michelin para cá, um spa internacional, e com isso contribuir para o turismo de Brasília”, informou.
Com o encerramento das pendências judiciais, a expectativa é que o processo de demolição do hotel aconteça em até dois meses. O grupo aguarda apenas as autorizações da Secretaria de Segurança Pública e do Exército Brasileiro, responsáveis por liberar o uso de explosivos. “Há toda uma articulação por parte do governo do Distrito Federal, toda uma ligação nossa para todas as autoridades do Exército para que a gente faça o mais rápido possível. Estamos colocando prazo de um mês e meio, no máximo, para aquisição da autorização de demolição”, afirmou Celina Leão, vice-governadora do Distrito Federal.
História
Inaugurado há mais de 40 anos, o Torre Palace foi um dos principais hotéis de luxo de Brasília. O empreendimento entrou em declínio após a morte de seu fundador, o empresário libanês Jibran El-Hadj, nos anos 2000. A disputa entre os herdeiros, somada a pendências judiciais e financeiras, levou ao seu fechamento em 2013.
Nos anos seguintes, o edifício se transformou em ponto de invasões, vandalismo e uso de drogas. Em 2016, o governo do Distrito Federal realizou uma operação de desocupação que envolveu 200 policiais, helicópteros e o uso de balas de borracha e bombas de efeito moral. A ação custou R$ 802,9 mil aos cofres públicos, valor nunca recuperado.
Tentativas de leilão também fracassaram. Avaliado em R$ 35 milhões, o imóvel chegou a ser arrematado em 2020 por R$ 17,6 milhões pela empresa RBS Administração de Imóveis Ltda., que depois desistiu da compra. Desde então, o Torre Palace permaneceu em um “limbo jurídico” — sem poder ser restaurado, vendido ou demolido.
(*) Crédito da foto: Divulgação














