Wanderléa Trajano: Uma boa cultura de manutenção é importante para um empreendimento hoteleiro

Wanderléa Trajano

Cuidar de um empreendimento hoteleiro não é fácil, precisamos entender quais são os principais desafios dessa gestão e saber como lidar com as dificuldades e com os desafios de maneira estratégica. No entanto, refletir sobre suas dificuldades é o primeiro passo para efetuar uma gestão mais eficiente. Uma empresa, principalmente quando trabalha com prestação de serviços 24 horas, não pode deixar de dar atenção especial para as manutenções prediais.  

Mudança organizacional é associada a um número grande de novas ideias e ações, que podem ou não dar o resultado prometido. O problema da maioria das empresas, atualmente, é não relacionar a produtividade dos colaboradores com um processo de gestão de mudança, e não ter uma estrutura desse projeto bem alinhada com os processos operacionais, assim como métricas, ações e objetivos claramente definidos para os seus técnicos e executores. 

Todo o corpo gerencial precisa entender como manter o crescimento com sustentabilidade, com certeza eles realizam atividades que são profundamente influenciadas de acordo com a história profissional de cada um, também precisam fazer novas escolhas para o processo de elaboração e execução de suas estratégias. Exigindo decidir sobre como agir mediante aos novos cenários competitivos, oferecer prestação de serviços de qualidade, buscar o aprimoramento continuo, gerir as finanças, treinar e qualificar mão de obra, realinhar os processos, definir novos procedimentos, ter atenção aos desperdícios e perdas, trabalhar recursos escassos ou gastos não esperados. 

Dentro dessa complexidade ter atenção aos detalhes é muito importante, porque não é tão simples assim, não devemos apenas pensar em cortar os gastos e sim em reduzir custos com eficiência, para que a sua empresa gaste apenas com bons investimentos e não em erros rotineiros.

É comum nos processos de manutenção de um empreendimento hoteleiro encontrarmos problemas recorrentes que causam picos de demanda em atendimentos corretivos, eleva o tempo de espera para a entrada nos apartamentos, aumenta a ocorrência de falhas graves e moderadas no período da hospedagem e acarreta retrabalho da equipe de governança. Trabalhar com incertezas nessa área, nos traz um gasto não previstos que afetam diretamente o fluxo de caixa do empreendimento e o serviço oferecido.  

Precisamos também antever as necessidades, superando cada vez mais as expectativas dos clientes com relação aos serviços e instalações ofertadas. Afinal, se o cliente não está satisfeito, ele não se hospedará novamente e tampouco irá recomendá-lo. 

Uma má cultura de manutenção não passa de um amontoado de hábitos ruins. Já a boa traz um excelente custo-benefício de médio e longo prazo para qualquer organização, associado as habilidades, hábitos e as melhores práticas, pautada no equilíbrio das três manutenções básicas: preventiva, corretiva e preditiva. Nela também está o controle e a definição de parâmetros em sua execução.

Como vimos, interromper a operação hoteleira significa perda de receita. Há um trabalho considerável a fazer para transformar o conceito numa realidade de cultura de risco forte, bem compreendida e gerida. Essas mudanças devem mostrar claramente, quais as atitudes e os costumes que devem ser alterados, buscando mitigar riscos comuns e finalmente ajudar a atingir melhores resultados.

Ela envolve o alinhamento dos objetivos de negócio com as medidas acordadas, de evoluir processos e dar mais produtividade e resultados a corporação. Para isto o controle de reclamações, levantamentos em campo e base orçamentária devem ser bem conhecidos e discutidos com todos os envolvidos no processo. Sendo necessário realizar Brainstorming, catalogar principais problemas e desvios gerar planos de ação. Enfim, trazer os entraves à tona e usar todas as ferramentas de qualidade para mitigar os problemas que mais afetam os objetivos do empreendimento. 

O efeito de metas, processos, procedimentos e envolvimento das pessoas podem produzir, em termos de resultado um elevado engajamento das equipes e a noção de que isto pode ser alcançado por meio de um conjunto de políticas e práticas de gestão de conhecimento, e claro conduzindo cada vez mais sua equipe por meio de gestão de qualidade e produtividade. Sem envolvimento não há comprometimento. 

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"Wanderléa Trajano é executiva especializada em administração de empresas em diversos mercados, incluindo hospitalidade, onde assumiu posição estratégica no cargo de gerente regional  e gerente geral, envolvendo as áreas: administrativa, financeira e operacional.  Atualmente, trabalha no Tauá Grande Hotel e Termas de Araxá/ MG como Gerente Geral. Bacharel em Administração de Empresas, MBA em Marketing com Ênfase no Ambiente Digital , Pós-Graduação em Controladoria, Auditoria e Perícia Contábil e MBA em Gestão Empresarial. "

(*) Crédito da imagem/foto: divulgação arquivo pessoal

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