quarta-feira, 15/abril
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CEO da Choice espera que a Wyndham volte à mesa de negociações

Mesmo com uma devolutiva categórica, a Choice Hotels parece não ter desistido de uma possível fusão com a Wyndham Hotels & Resorts. Pat Pacious, CEO da rede detentora das marcas Comfort e Sleep Inn, ainda tem esperanças de que os executivos da concorrente retornem à mesa de negociações.

Em entrevista ao Yahoo Finance Live, Pacious salientou que a oferta da Choice para a compra da Wyndham tem apoio de investidores institucionais de ambos os lados. No último dia 17, a empresa liderada pelo executivo tornou pública sua proposta de aquisição, na casa dos US$ 7,8 bilhões ou US$ 90 por ação — em um mix de capital e papéis.

Desde o anúncio da oferta, as ações da Choice caíram 8,9%, enquanto os papéis da Wyndham subiram 7,6% — chegando a US$ 74, valor inferior ao proposto pela empresa comandada por Pacious.

A Choice, inicialmente, ofereceu US$ 80 por ação em abril para comprar a Wyndham, mas aumentou o preço para US$ 85 alguns meses depois. A rede afirma que US$ 90 por ação é seu lance final.

Pacious disse que está em contato com bancos de investimento para financiar uma combinação que reunirá Howard Johnson e Super 8 (Wyndham, com 9,3 mil locais no total) e Comfort and Quality Inn (Choice, 7,5 mil locais) sob o mesmo guarda-chuva.

Mesmo com a expectativa de retomada das negociações, os executivos da Choice e Wyndham não se reuniram mais desde a oferta lançada no dia 17 de outubro.

Uma escala maior daria à empresa combinada mais de 16.800 locais em todo o mundo, 160 milhões de membros de fidelidade e US$ 150 milhões em sinergias de custos, destacou a Choice. A fusão permitiria à nova companhia competir diretamente com os gigantes Marriott e Hilton para viajantes econômicos e de negócios.

Oferta “decepcionante”

Apesar dos números robustos, a Wyndham não se impressionou. Após a oferta pública da Choice, a rede norte-americana emitiu um comunicado aos seus investidores, alegando que a proposta não é de interesse dos acionistas e que não traduz seu real valor de mercado.

“A oferta da Choice é desanimadora, altamente condicionada e sujeita a riscos comerciais, regulatórios e de execução significativos. A Choice não quis ou foi incapaz de atender às nossas preocupações”, disse Stephen Holmes, presidente do Conselho de Administração da Wyndham, em comunicado.

A Wyndham não retornou à reportagem do Yahoo Finance para comentários, mas não poupou críticas à Choice em sua carta aos investidores. A rede alega que sua performance e crescimento consistente são superiores à concorrente, além de apontar preocupações com a dívida necessária para financiar a transação.

(*) Crédito da foto: Divulgação/Choice Hotels

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