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China é esperança das Big 4 para amenizar perdas no ano fiscal

Por Vinicius Medeiros 11 de setembro de 2020

As semanas “na frente” e o rígido trabalho do governo para conter a pandemia são a esperança das “Big Four” (Marriott, Hilton, IHG e Accor) para “salvar” o ano fiscal. Enquanto boa parte do turismo mundial ainda tem mais perguntas do que respostas sobre o futuro, a hotelaria chinesa já caminha para retomar os padrões de receita pré-pandemia. Se não ainda este ano, mais tardar no início de 2021.

Arne Sorenson, CEO da Marriott, costuma se referir à pandemia como um impacto mais forte no balanço do que as crises do 11/09 e de 2008 combinadas. Ainda assim, em meio a expectativas de recuperação plena em nível global apenas em três anos, ele vê o mercado chinês com outros olhos. Em recente entrevista, Sorenson disse que as 350 unidades no país asiático estão próximos de voltar aos padrões de receita pré-pandêmicos.

No auge da pandemia por lá, a ocupação bateu em 10% nos hotéis da rede norte-americana, informa o Skift. Desde então, o indicador já voltou a taxas na casa de 60% e é justamente essa performance que faz Sorenson estar confiante em uma rápida retomada. “Achamos que há uma possibilidade real de voltar aos níveis de receita de 2019 já no próximo ano”, disse o executivo durante webinar da Cvent, no mês passado.

Dados da STR reforçam o cenário. Em agosto, os níveis absolutos de ocupação no país estavam em 60%, poucos pontos percentuais abaixo de onde estava um ano antes. Já o RevPar fechou com queda de 10% na mesma base de comparação. Hotéis upscale e de luxo superaram 85% de ocupação em meados de agosto, por exemplo.

Hotelaria chinesa e as demais gigantes

Procuradas pela Skift, Accor e Hilton não deram entrevistas. Uma análise a fundo no balanço dessas empresas mostra um cenário parecido. Em calls com investidores referentes aos resultados financeiros, a rede francesa informou que a ocupação na China já estava em 60% em meados de agosto. Entre os demais mercados, a França apresenta o melhor desempenho (56%). Já praças importantes como Alemanha (39%) e Reino Unido (35%) têm performance bem inferior.

Na Hilton, a mesma coisa: ocupação superando 60% no mercado chinês e abaixo de 45% na região das Américas, de acordo com informações divulgadas em calls com investidores. “Vimos sinais positivos na China, com os negócios em uma tendência constante de crescimento desde março. O período de férias de verão (julho e agosto) registrou o maior nível de ocupação desde o inicio da pandemia”, comenta Jolyon Bulley, CEO do IHG para a China. “O corporativo também está se recuperando nas grandes cidades. Na era pós-Covid, continuamos confiantes nas perspectivas de longo prazo do mercado da China e esperamos maior recuperação em breve”, finaliza.

(*) Crédito da capa: enriquelopezgarre/Pixabay

(**) Crédito da foto: Mark Wilson/Getty Images/AFP