';

"Novas fases, muitas mudanças e novidades para vocês!"

Vinicius Medeiros
Editor-Chefe
Cursos
icone de um computador com um LMS (learn management system)
Confira nossos cursos

Em live, Pmweb aborda estratégias sobre decisão de fechar hotéis

Por Nayara Matteis 20 de março de 2020

pmwebEstipular prazos e manter a comunicação com o cliente são ações vitais

Fechar ou não fechar? O dilema de suspender as atividades hoteleiras paira sobre a cabeça de muitos gestores com o avanço do coronavírus no Brasil. Após divulgar uma cartilha com boas estratégias de gestão de crise, a Pmweb vem debatendo, em parceria com a Mapie, assuntos em lives no Instagram. A ideia é auxiliar o setor a tomar as melhores decisões em períodos de incertezas econômicas.

As duas empresas pontuaram fatores que devem ser levados em consideração antes de paralisar as operações. Augusto Rocha, da Pmweb, e Carolina Haro, sócia da Mapie, levantaram questões sobre os decretos que fecharam hotéis em Santa Catarina e na Baixada Santista

“Decretos e mais decretos estão sendo anunciados para conter a propagação do vírus e a dúvida da hotelaria é uma só: fechar ou não? Grandes players estão suspendendo suas operações e fica o questionamento se devemos estipular prazos”, inicia Rocha. Rebatendo a pergunta, Carolina afirma que o fechamento em alguns destinos ainda é opcional, mas que os empreendimentos devem estar cientes do declínio de receita e ocupações que podem chegar a zero. 

Sobre a estipulação de prazos de reabertura, a sócia da Mapie esclarece que é importante ter transparência com os clientes e, que definir datas, mesmo que sejam prorrogadas, dá a chance do hotel se organizar para dar o suporte necessário de cancelamentos e remarcações. “É preciso entender a dimensão e capacidade de atendimento. A recomendação é colocar uma data para que os clientes entrarem em contato. Se o tempo é indeterminado, estadias do final do ano podem ser canceladas e as recepções precisam dar conta da demanda”.

Para os empreendimentos que fecharem as portas, Rocha reforça a importância de manter a comunicação com os clientes via redes sociais, sempre priorizando a empatia pelo atual momento. “Lives são um bom meio de aproximação digital. A marca não pára, quem pára é a operação. Quem trabalha com experiência sabe que ela não começa no check-in, mas no processo de decisão”. Os participantes ainda destacam que todos os canais de vendas, principalmente OTAs devem ser bloqueados.

Outro ponto foi a preservação do patrimônio no período de crise. Carolina afirma que mesmo com as operações suspensas, é preciso manter a segurança e limpeza da propriedade. “Com as cidades vazias, os hotéis ficam mais vulneráveis. Não sabemos como será a retomada, mas os empreendimentos precisam estar prontos”. 

Pmweb: hotéis abertos

Algumas redes optaram por manter unidades abertas, como é o caso da ICH. Neste caso, é recomendado isolar andares e áreas, minimizando o contato com superfícies e circulação de pessoas. “Hotéis com investidores pulverizados que contam com um bom aporte e fluxo de caixa podem optar por permanecerem abertos”.

Em alguns países, como a Espanha, hotéis estão servindo como apoio aos hospitais e recebendo pacientes de quarentena. Esta ainda não é uma realidade por aqui, mas caso venha a ser, Carolina afirma que orientações médicas deverão ser seguidas.

Pra finalizar, a profissional ressalta o papel social dos gestores com seus colaboradores. “Precisamos ser humanos neste momento e esgotar todas as possibilidades e análises antes de deixar famílias inteiras sem remuneração. Em momentos de crise as empresas mostram qual o seu valor”.

(*) Crédito da foto: martenbjork/Unsplash