Associados da Braztoa faturaram R$ 13,1 bilhões em 2018

Magda celebrou os resultados obtidos pelas associadas

Operadoras vinculadas à Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo) fecharam 2018 com alta de 7,2% nas vendas frente aos R$ 12,22 bilhões de 2017. As 81 empresas associadas contabilizaram faturamento de R$ 13,1 bilhões no ano passado. O montante consta no Anuário Braztoa 2019, apresentado no 51º Encontro Comercial de São Paulo, aberto hoje (14), no Centro de Convenções Frei Caneca.

O anuário reúne dados das 61 operadoras e 20 empresas associadas à Braztoa, responsáveis por cerca de 90% das viagens de lazer no Brasil. Além do faturamento, o impacto das vendas na economia nacional também consta no documento. Segundo o levantamento da associação, R$ 11,2 bilhões foram movimentados entre a venda de pacotes e gastos dos turistas. Só o último indicador em destinos nacionais alcançou R$ 3,6 bilhões.

"Levamos em conta que o turismo gera um efeito multiplicador. Por exemplo: São Paulo é a origem da maioria dos viajantes, que trabalham e fazem seu dinheiro na maior capital econômica do país. Quando saem de férias, gastam no destino, movimentando a economia local e desenvolvendo outras regiões também", afirmou Mônica Samia, diretora executiva do Braztoa.

Anuário Braztoa: crescimento nacional

Do faturamento total das operadoras filiadas à entidade, o turismo nacional foi responsável por R$ 7,6 bilhões, crescimento de 5,7% em relação a 2017. Já as viagens para o exterior atingiram R$ 5,2 bilhões – os R$ 300 milhões restantes são de outros afiliados. O levantamento aponta ainda que o número de passageiros embarcados somou 6,5 milhões de pessoas, 1 milhão a mais do que em 2017, sendo 5 milhões foram no mercado doméstico.

Outros dados importantes são os destinos mais procurados. Em termos regionais, o Nordeste continua como favorita do público doméstico, abocanhando 51,8% dos passageiros embarcados. Para Magda Nassar, presidente da Braztoa, apesar dos números animadores, ainda há muito espaço de crescimento no Brasil. "É inadmissível que um país tão grande não consiga atrair mais viajantes do que só 61 operadoras", desabafou.

(*) Crédito das fotos: Juliana Stern/Hotelier News

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