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Vinicius Medeiros
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IV Fórum Brasileiro de Hotelaria Independente faz traça cenários para o setor

Por Vinicius Medeiros 28 de setembro de 2020

Um olhar sobre o futuro da hotelaria independente diante dos desafios econômicos e mercadológicos impostos pela pandemia. O IV Fórum Brasileiro de Hotelaria Independente chega à 4ª edição com esse propósito. O encontro é uma parceria da Ameris Hotéis e HotelShop com a Equipotel, principal feira de produtos e serviços do setor de hospitalidade.

“Nesta edição, mantemos o mesmo propósito desde o início: dividir conteúdo e informação à hotelaria independente para que consiga crescer mais e se desenvolver diante de toda situação”, diz Diego Garcia, diretor executivo da Ameris Hotéis.

O primeiro painel teve como tema o Panorama econômico-financeiro do Brasil no pós-pandemia e seus impactos na retomada do setor hoteleiro. Participaram do debate Peter Kronstrom, fundador do Future Lounge e Head of Copenhagem Institute for Futures Studies Latin America, e Leandro Benincá, educador financeiro da Messem Investimentos. Michel Otero, diretor de Novos Negócios da HotelShop fez a mediação.

Em sua fala Kronstrom destacou que quatro grandes forças vão moldar o mundo futuro. Antes de citá-las, ele destacou que o Covid-19 acelerou algumas dessas mudanças, todas ligadas à aceleração da transformação digital. “Saúde mais preventiva do que qualquer outra coisa. Muitos futuristas, por exemplo, acreditam que não haverá hospitais”, observou.

“A matriz energética vai ficar cada vez mais renovável e haverá uma revolução na área de transporte, com destaque para os carros autônomos. Por fim, a indústria 4.0, e a inteligência artificial promoverão uma mudança sensível na sociedade, com automatização de muitos processos”, comentou.

Já Benincá falou sobre a baixa previsibilidade sobre os rumos da economia que a pandemia gerou. Ainda assim, ele destacou que, mesmo que o cenário siga incerto, a situação está menos pior do que se pensava. “Há dois meses, quando, vocês me convidaram para o evento, o panorama era diferente. Os hotéis estavam fechados, por exemplo, e agora temos feriados com grande procura por turismo. E, veja bem, ninguém previa isso, mas o impacto é grande.”

Ainda assim, Benincá comentou que o hoteleiro precisa ficar atento, e por uma razão bem específica. “Culturalmente, o brasileiro não é de poupar dinheiro. A população vai gastar cada centavo que chegar na mão dele”, disse. “Outro comportamento incomum é o empresário se preocupar com acesso a crédito. Isso precisa mudar. Mais ainda, é necessário se preocupar com isso antes da crise chegar.”

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Na sequência, Pedro Cypriano, sócio da HotelInvest, apresentou o painel Recuperação da Hotelaria no Brasil. Sua fala abordou tanto o mercado de lazer, quanto corporativo, mostrando o patamar atual do setor e uma visão de médio e longo prazo. “Evidentemente, nada está escrito em pedra e ninguém tem bola de cristal. No entanto, conseguimos reunir um número importante de informações com parceiros estratégicos neste mercado”, destacou Cypriano.

Ainda assim, ele destaca que a curva de demanda está um pouco mais clara. Cypriano destacou que estudo da HotelInvest cruzou buscas por passagens aéreas e hotéis na internet para entender como anda essa procura. “Percebemos que as buscas por hotéis está superior, até em função da redução da malha aérea, que é muito ligada à demanda menor do turismo corporativo”, comentou.

Outro dado apresentado pela HotelInvest focou nas buscas por viagens nacionais no Kayak. “Em agosto, as buscas estavam 28% abaixo do que igual período de 2019. Em abril, no auge da crise, a queda era acima de 80%”, comentou. “Nossa interpretação é que existe uma demanda reprimida por viagens. A grande questão é se, de fato, essas buscas vão se reverter em reservas”, acrescentou Cypriano.

Para o painelista, sim. “Agora, não na mesma velocidade das buscas. Há um componente importante que é o aumento da confiança do consumidor final. Diante disso, é natural que os números evoluam, fiquem mais claros e se revertam em mais ocupação nos hotéis”, observa.

Por fim, e olhando em perspectiva os segmentos de lazer e negócios, Cypriano acredita que o primeiro vai se recuperar antes. “O corporativo deve ser restringindo a viagens que as empresas considerem essenciais, mesmo nos primeiros meses pós-vacina. Dessa forma, demorará mais tempo para ganhar tração para sua expansão.”

Para ver toda transmissão, acesse https://bit.ly/337mbfw.

(*) Crédito das fotos: reprodução da internet