A natureza de “por tempo indeterminado” da greve dos aeroviários não é força de expressão. As paralisações de pilotos e comissários, iniciadas na segunda-feira (19), chegaram ao quarto dia, informa o UOL. Entre os aeroportos afetados pela manhã de hoje (22), o destaque fica para os administrados pela Infraero, Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ). O fim da greve, porém, permanece fora de discussão.
Ontem (21), segundo o Infomoney, os cancelamentos e atrasos chegaram a níveis bastante elevados. De acordo com as principais companhias aéreas, a situação foi agravada por conta de chuvas e nebulosidade que atrapalharam ainda mais as operações nos aeroportos paulistas e cariocas. Além disso, houve maior adesão de tripulantes à mobilização, segundo Carlos Eduardo Monteiro. “Essa adesão está aumentando dia após dia. As empresas não apresentaram uma nova proposta”, afirmou o diretor do SNA (Sindicato dos Aeronautas).
Em virtude disso, o aeroporto Santos Dumont registrou 45 cancelamentos de voos e 58 atrasos na quarta-feira. Enquanto em São Paulo, o terminal de Congonhas verificou 34 cancelamentos e 40 atrasos, segundo a Infraero.
Nesta quinta-feira, a situação persiste. Pela manhã, o aeroporto carioca já registrou três cancelamentos e 14 atrasos, e o paulista, quatro cancelamentos e sete atrasos. Além dos administrados pela Infraero, a greve também continua nos aeroportos de Guarulhos (um atraso), Viracopos (um cancelamento e dois atrasos), Galeão, Confins, Porto Alegre (um cancelamento e um atraso), Brasília (um atraso) e Fortaleza (dois atrasos).
Tempo indeterminado
Mesmo com a proximidade das comemorações de fim de ano, as paralisações não deram quaisquer sinais de término. Em nota, o SNA declarou que a greve dos aeroviários continuará até que as empresas aéreas apresentem uma proposta condizente com as reivindicações da categoria. Entre elas, a recomposição das perdas inflacionárias e ganho real dos salários, além de respeito das companhias pelos horários de descanso de pilotos e comissários.
O sindicato também informa que o cancelamento de voos é uma “prerrogativa das companhias” e que os aeronautas sempre estiveram abertos a negociar, salientando que o desfecho da greve depende das empresas. De acordo com a entidade, a decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho), que determinou que 90% dos pilotos e comissários mantenham suas atividades durante o período da paralisação, tem sido cumprida.
(*) Crédito da foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo














