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Hotelaria do Rio Grande do Sul projeta recuperação após desempenho fraco no 1º semestre

Por Redação 28 de julho de 2017

Uma pesquisa feita pela empresa In=Pact sobre o cenário hoteleiro do Estado do Rio Grande do Sul, apontou que no primeiro semestre de 2017, o desempenho dos meios de hospedagem caiu cerca de 7% em relação ao mesmo período do ano passado. Confira algumas das principais informações obtidas. A notícia saiu no portal frontdesk.

Primeiro semestre
O período de janeiro a julho de 2017 foi pior que o mesmo período de 2017, com hotéis registrando desempenho até 7% abaixo do desempenho obtido nos primeiros seis meses de 2016. No entanto, a perspectiva para a segunda metade do ano deve recompensar os persistentes. Parte dos profissionais ouvidos pela pesquisa atribuem o fraco desempenho a falta de investimentos do Governo nos setores de limpeza pública, segurança e mobilidade.
  
Diária Média
Em compensação, a hotelaria popular da capital reagiu e os hoteis da área nova da cidade tiveram modesta melhora de indicadores, mesmo com a diária média abaixo da crítica. Nas praias, o turismo de verão garantiu algum alento. Assim, na média estadual, a tragédia no primeiro semestre só não foi maior pela boa posição do turismo interno do Brasil, que garantiu índices razoáveis em Gramado e Canela, com as taxas de ocupação subindo 2% em relação ao mesmo período de 2016 e a diária média perdendo apenas 5%, na garupa dos aplicativos que baixam o preço com a desculpa de vender mais. Isso significou menos ganhos líquidos para a hotelaria, pois, OTAs cobraram comissões mais altas e os hotéis não tiveram chance de corrigir os preços em função dos custos. 
 
Taxas de Ocupação
Na relação entre o 1º semestre de 2017 e o mesmo período de 2016, em Porto Alegre a ocupação dos hotéis populares no período de janeiro a junho de 2017 teve ligeira alta. Em Caxias do Sul houve sensível recuperação do movimento, mesmo com certa resistência da diária média em se recuperar. As cidades de Turismo, como Gramado, Bento Gonçalves, Canela e Torres, viram suas diárias serem dilapidadas pelos aplicativos e pelas ações de Marketing das OTA´s.

Projeções para o segundo semestre
No segmento corporativo, que engloba a maioria dos meios de hospedagem, o cenário não é tão claro para o período de julho a dezembro. No entanto, o senso de otimismo geral está encorajando alguns proprietários a continuar de portas abertas e obrigando aos profissionais explicitarem suas esperanças de melhora.
 
Safra, emprego, exportações, energia e eventos são os setores nos quais a hotelaria da região concentra sua esperança. No turismo, o mesmo fenômeno que alimentou bons índices nos meses de janeiro e fevereiro nas praias (1/4 de todos os meios de hospedagem do Estado do RS estão debruçados sobre as águas do atlântico-sul) é a mesma energia que aquece os mapas de reservas da hotelaria de inverno (Gramado e Canela bateram acima dos 90% em julho) e as reservas antecipadas para novembro e dezembro, posicionando a Serra Gaúcha como a melhor aposta. 

Ainda nesse segundo semestre de 2017, estão previstas cinco aberturas, sendo quatro na Serra Gaúcha: três em Gramado, somando mais 280 novos quartos à oferta de 6.022; uma em Canela e outra em Guaíba, na Grande Porto Alegre. Guaíba, que em 2015 tinha apenas um pequeno hotel, ganhou um hotel de porte médio com gestão independente em 2016, um Super 8 no início de 2017 e, para o segundo semestre deste ano, uma unidade da bandeira Ibis. A cidade não tem tradição hoteleira e o prefeito José Sperotto acredita que serão tempos difíceis para a cidade conseguir ocupar a oferta que veio na esteira dos investimentos na indústria local.

Porto Alegre
Na capital, dos 16 encerramentos ocorridos desde 2014, dois retomaram as operações, um foi invadido por moradores de rua, duas bandeiras internacionais deixaram a cidade, três hotéis trocaram de proprietários, três endereços mudaram de operadora e dois hotéis independentes foram arrendados por outros proprietários.

* Crédito da foto: Pixabay/Jossiano