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Hotelaria e agentes de IA: o mercado está preparado?

Em um cenário de muita inovação e poucas certezas, a hotelaria busca compreender os impactos da tecnologia em seu cotidiano.

HSMAI - Selo_Insights

O mundo está diante de uma nova era tecnológica com a chegada dos agentes pessoais de IA (Inteligência Artificial). A iniciativa do Google com o Gemini, por exemplo, voltada para ser um “agente universal útil no dia a dia”, evidencia a crescente do setor. Ao colocar a hotelaria no centro da conversa, fica a pergunta: como os profissionais do segmento podem se preparar para essa nova realidade e aproveitar as oportunidades trazidas pela IA?

Algumas notícias já indicam que, a partir deste ano, os agentes de IA poderão transformar planejamento e reservas de viagens. A expectativa é de que essas ferramentas consigam realizar todo o processo de pesquisa, planejamento e reserva de forma autônoma, reduzindo a dependência de intermediários, como as OTAs (online travel agencies).

Tendências e especulações

Especialistas apontam que esses agentes podem, também, alterar radicalmente o modelo atual de distribuição de viagens, promovendo um novo tipo de relacionamento direto entre consumidores e fornecedores. O objetivo é eliminar a complexidade do planejamento de viagens, conectando-se diretamente a sites e APIs para montar roteiros personalizados.

No entanto, há quem defenda que as OTAs também podem se beneficiar dessa transformação. Com investimentos massivos em IA, as plataformas estariam se preparando para dominar a chamada AIO (Artificial Intelligence Optimization), assim como fizeram anteriormente com o SEO (Search Engine Optimization). A estratégia seria garantir que suas ofertas apareçam primeiro nas buscas feitas pelos agentes pessoais de IA.

Adaptação

Diante desse contexto, a HSMAI (Hospitality Sales and Marketing Association International) indica três caminhos principais para que a hotelaria esteja pronta e não tenha seu desempenho impactado negativamente:

  • Treinar a IA como um funcionário: para automatizar tarefas de forma eficaz, a IA precisa de dados organizados e de constante refinamento, mantendo a fluidez da experiência e o toque humano.
  • Capacitar a equipe humana: com a IA assumindo funções repetitivas, os funcionários poderão focar em interações mais personalizadas e de maior valor com os hóspedes.
  • Fortalecer o relacionamento com os clientes: a IA pode personalizar ofertas e programas de fidelidade, mas a essência da hospitalidade continua baseada na conexão emocional, no acolhimento e na intuição humana.

Caso a implementação seja bem-sucedida, especialistas da HSMAI afirmam que a IA tem potencial para aumentar a eficiência operacional, apoiar equipes e aprimorar a experiência do cliente. Contudo, ressaltam que ela não substitui o fator humano. Os profissionais da hotelaria que souberem utilizar a tecnologia como aliada estarão na linha de frente da transformação na área.

(*) Crédito da foto: Freepik

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