A hotelaria paulista projeta queda na taxa de ocupação durante o feriado de Corpus Christi em 2026. Levantamento realizado pela ABIH-SP (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo) no início de maio aponta expectativa de ocupação média de 54,31% no período, índice inferior ao registrado no mesmo feriado do ano passado.
Em 2025, a ocupação alcançou 65%. A comparação entre os dois períodos indica retração de 10,69 pontos percentuais, segundo a entidade. A pesquisa foi a primeira sondagem realizada pela associação para medir as expectativas do setor para o feriado de Corpus Christi, celebrado neste ano em 4 de junho.
Apesar da previsão de desempenho mais fraco no feriado, uma sondagem recente da Fhoresp (Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo) aponta perspectivas favoráveis para 2026. De acordo com a entidade, a Copa do Mundo e os feriados podem injetar R$ 211 bilhões nas empresas do segmento, acima dos R$ 193,6 bilhões movimentados no ano passado.
Neste ano, oito feriados cairão em dias úteis, fator que deve estimular as chamadas “emendas” e impulsionar viagens de curta duração dentro do estado. A tendência é de maior fluxo em destinos turísticos, beneficiando a rede hoteleira.
Retrospecto da hotelaria
O início de 2026 apresentou um quadro diferente do projetado para o feriado de Corpus Christi. Em fevereiro, por exemplo, o Carnaval contribuiu para elevar a previsão de ocupação no litoral, interior e capital, favorecendo a geração de empregos temporários e permanentes. O impacto positivo alcançou não apenas os hotéis, mas também bares, restaurantes, transporte e comércio.
Em março, o setor voltou a registrar avanço nos principais indicadores, com crescimento da ocupação, da diária média e do RevPar. Segundo a ABIH-SP, o desempenho foi impulsionado pela retomada das viagens corporativas em diversos destinos paulistas.
Embora a expectativa para o Corpus Christi indique desaceleração, os resultados observados ao longo dos primeiros meses do ano mostram que a hotelaria paulista segue sustentada por diferentes vetores de demanda. O comportamento das viagens de lazer e dos deslocamentos corporativos nos próximos meses será determinante para confirmar se o desempenho projetado para o feriado representa uma oscilação pontual ou uma mudança mais duradoura no ritmo de atividade do setor.
(*) Crédito da foto: Divulgação










