';

"Bem-vindos ao nosso novo portal! "

Peter Kutuchian
Founder & CEO
Cursos
icone de um computador com um LMS (learn management system)
Confira nossos cursos

Hoteleiros se unem para pedir reabertura da Avenida Niemeyer, no Rio

Por Vinicius Medeiros 15 de janeiro de 2020

Avenida Niemeyer - fim da interdição_internaBritz (primeiro da esq. para dir.) e Lopes (terceiro da esq. para dir.) falaram com a imprensa

Hotéis Rio (Sindicato dos Meios de Hospedagens do Município do Rio de Janeiro) e Amasco (Associação de Moradores de São Conrado) cumpriram o prometido. Reunidos hoje (15) pela manhã nas proximidades do Hotel Nacional, promoveram um café da manhã para pedir a reabertura da Avenida Niemeyer. Cerca de 50 pessoas participaram do encontro, entre membros de associações de bairros, representantes de hotéis e motéis da região. 

Fechada desde 28 de maio de 2019, a via – que liga o Leblon a São Conrado, na Zona Sul do Rio – vem causando transtornos à população e prejuízos para negócios ali existentes. Entre eles, hotéis como o próprio Hotel Nacional, reaberto recentemente, e o Sheraton Grand Rio Hotel & Resort, que ficou um tempo fechado em função de problemas com as chuvas

Segundo a entidade hoteleira, a movimentação dos empreendimentos da região caiu cerca de 80% desde a interdição da avenida. Na via, de acordo com o COR (Centro de Operações da Prefeitura do Rio), passavam 36 mil veículos por dia, em média. Alfredo Lopes, presidente da Hotéis Rio, destacou que a indefinição sobre a reabertura é o que mais angustia a hotelaria.

"A interdição está prejudicando enormemente a hotelaria local, primeiro pelo prazo. Já é quase uma gestação, fazendo nove meses que a via segue fechada. Segundo pela indefinição de quando efetivamente ela será liberada", comentou.

De acordo com Lopes, há uma quebra de braço entre o Judiciário e a prefeitura do Rio de Janeiro. O dirigente explica que a Geo-Rio, órgão técnico da prefeitura, acredita que os R$ 35 milhões já investidos em sua recuperação dão garantias de que a via já poderia estar liberada para tráfego de veículos, com restrições para dias de chuva.

“O perito do judiciário, contudo, diz o contrário, que seria necessário concluir todas as obras para liberar a avenida”, acrescenta Lopes. “Não estamos aqui para discutir uma coisa nem outra. Se precisam que, para liberar a via, todas as intervenções sejam executadas, ótimo! Agora, qual o prazo para conclusão? O que não podemos mais é esperar meses para ter uma definição”, completa o dirigente.

Avenida Niemeyer: alternativa

José Britz, presidente da Amasco, acredita que, independentemente da manutenção da interdição ou não, é preciso pensar em alternativas. Segundo ele, outras opções já existem. “Há um projeto alternativo criado durante a gestão do prefeito Luiz Paulo Conde (1997-2000). É uma via (túnel) que começa na altura da Acadêmicos da Rocinha, desembocando próximo aonde está o primeiro prédio da Avenida Niemeyer, na praia do Leblon”, comentou.

O presidente da Amasco reconhece que as dificuldades financeiras são um empecilho para executar tal obra, mas sugere opções. “Um projeto desses tem que ter vontade política e engenharia econômica. Talvez uma parceria público-privada, com uma concessão para operá-lo, pode ser uma solução”, finaliza.

(*) Crédito das fotos: Divulgação/Hotéis Rio