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Inflação subirá até maio e queda depende de reformas, avalia BC

Inflação - expectativa de altaBC: riscos de alta no indicador estão similares aos de queda

O BC (Banco Central) antecipou que a inflação acumulada em 12 meses atingirá um pico entre abril e maio. Depois, o indicador tende a recuar para patamar abaixo do centro da meta deste ano. No entanto, na avaliação da instituição financeira, a volta depende do andamento das reformas e ajustes na economia brasileira. As informações são da Reuters.

A projeção consta da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada hoje (26). No documento, o BC também abordou a lenta atividade econômica, citando que os choques de 2018 ainda persistem. Pior ambiente externo para emergentes, greve dos caminhoneiros e incertezas econômicas em meio às eleições foram citados.

“Os membros do Copom avaliam que esses choques devem ter reduzido sensivelmente o crescimento que a economia brasileira teria vivenciado na sua ausência”, aponta a ata. “Uma aceleração do ritmo de retomada da economia para patamares mais robustos dependerá da diminuição das incertezas em relação à aprovação e implementação das reformas – notadamente as de natureza fiscal – e ajustes de que a economia brasileira necessita”, completa o BC.

Com isso, a autoridade monetária reforçou mais uma vez a necessidade de mudanças estruturais na dinâmica das contas públicas. A avaliação ocorre em um momento no qual embates públicos sobre a articulação para a reforma da Previdência têm levantado preocupações quanto à aprovação.

Considerado uma prévia da inflação oficial, o IPCA-15 subiu 4,18% nos 12 meses até março, divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) hoje (26). O número representa aceleração em relação à alta acumulada no mês anterior (+3,73%), mas ainda abaixo do centro da meta de inflação (4,25%).

Inflação e riscos

Na semana passada, o BC manteve a taxa de juros no seu piso histórico de 6,5%. A instituição indicou que, diante da retomada econômica aquém das expectativas, o balanço de riscos para a inflação ficou simétrico. Dessa forma, há pesos iguais tanto para cima, quanto para baixo.

A decisão tirou o impedimento explícito que o BC vinha apontando para possivelmente diminuir os juros à frente. Isso porque o risco de o nível de ociosidade na economia produzir inflação abaixo do esperado se equiparou à possibilidade de pressionar a inflação para cima.

Apesar de a Selic estar estacionada há um ano no mesmo patamar, a economia vem mostrando dificuldades para ganhar fôlego. A inflação, por sua vez, segue em níveis confortáveis, cenário que vem embasando tanto apostas de aperto monetário mais demorado e suave à frente, quanto de eventual corte nos juros para dar impulso à atividade.

(*) Crédito da foto: stevepb/Pixabay

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