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Mercado financeiro prevê fim dos cortes na Selic ainda neste ano

Divulgada hoje (17) pelo BC (Banco Central), a mais nova edição do Boletim Focus aponta para a manutenção da Selic em 10,50%, patamar atual, até o final deste ano, sugerindo que não haverá novos cortes na taxa básica de juros após a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que ocorrerá esta semana. O relatório, que ouve analistas de mais 100 instituições financeiras do país, também elevou a projeção do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) para 3,96%.

A manutenção de juros altos tem diversas implicações econômicas. Juros elevados tendem a desestimular o consumo e os investimentos, uma vez que o custo do crédito fica mais caro para empresas e consumidores. No setor de viagens e de hotelaria, essa realidade pode levar a uma menor demanda por serviços turísticos e hospedagem, uma vez que tanto os investimentos em novos empreendimentos, quanto os gastos dos consumidores, são impactados negativamente.

O desenvolvimento de novos hotéis, em particular, sofre diretamente com essa situação, pois os altos custos de financiamento dificultam a viabilidade de novos projetos, levando os investidores a postergarem ou cancelarem seus planos de expansão, já que existem investimentos com menor riscos entrega do melhor rentabilidade.

O relatório do BC prevê que a Selic encerrará 2024 em 10,50%, refletindo um aumento de 0,25 pontos percentuais após duas semanas sem alterações. Já a inflação, medida pelo IPCA, foi projetada em 3,96%, alta de 0,06 pontos percentuais desde a última semana, na sexta alta consecutiva no indicador.

Para 2025, a projeção da Selic é de 9,50%, incremento de 0,25 pontos percentuais em relação à estimativa anterior. Já o IPCA para o próximo ano foi ajustado para 3,80%, aumento de 0,02 pontos percentuais. As expectativas para 2026 e 2027 permanecem inalteradas, com a Selic prevista em 9% e a inflação em 3,6% e 3,5%, respectivamente.

O centro da meta oficial para a inflação nos anos de 2024, 2025 e 2026 é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Mais projeções

Além disso, o PIN (Produto Interno Bruto) foi revisado para um crescimento de 2,08% em 2024, aumento de 0,01 ponto percentual na comparação com o relatório anterior. Para os próximos três anos, os economistas mantêm a previsão de crescimento do PIB em 2%.

(*) Crédito da foto: Reprodução/Folhapress

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