O mercado global de bem-estar movimentou cifras expressivas em 2023, com os 10 maiores países do setor representando 70% da economia mundial e os 25 principais concentrando 86% do total. No entanto, enquanto a maioria dessas economias já superou os impactos da pandemia, o Brasil ainda não recuperou totalmente o patamar de 2019 quando medido em dólares americanos, segundo o relatório Global Wellness Economy: Country Rankings Data for 2019-2023, do Global Wellness Insitute.
Em reais, porém, o setor no país já se restabeleceu, impulsionado principalmente por segmentos como saúde pública, prevenção e medicina personalizada; imóveis voltados ao bem-estar; alimentação saudável, nutrição e controle de peso; além de cuidados pessoais e beleza. Cabe lembrar que, globalmente, o bem-estar tem impactado de forma significativa na receita hoteleira.
No Brasil, empreendimentos hoteleiros têm apostado na proposta wellness como forma de elevar a experiência dos hóspedes. É o caso do Hotel Alpestre, de Gramado (RS). No ano passado, o empreendimento inaugurou um espaço dedicado ao bem-estar, proporcionando diversos tratamentos a clientes que buscam momentos de paz e relaxamento.
De acordo com dados do Wellness Real Estate Report 2024, hotéis com foco no bem-estar apresentaram números positivos em 2023, crescendo em ocupação, receita e TrevPar. Voltando ao primeiro relatório, entre as nações que mais se destacaram na retomada do mercado de bem-estar desde 2019 estão México, Índia, Estados Unidos, Polônia, Austrália, Holanda, Canadá, Reino Unido e Indonésia, cujas economias já ultrapassaram os níveis pré-pandemia em pelo menos 130%.

No ranking global, os Estados Unidos lideram a economia do setor, movimentando US$ 2 trilhões em 2023, seguidos por China (US$ 870 bilhões), Alemanha (US$ 310 bilhões), Japão (US$ 255 bilhões) e Reino Unido (US$ 230 bilhões).
Outros dados
O avanço do setor também reflete o crescimento do consumo global de bem-estar. Em 2023, o gasto per capita foi de US$ 788, superando a média das despesas com bens e serviços médicos (US$ 746). Em todas as regiões do mundo, exceto na América do Norte, os consumidores destinaram mais recursos ao wellness do que ao atendimento médico particular.
Entre 2019 e 2023, os gastos per capita no setor cresceram a uma taxa anual de 5,9%, acima do aumento das despesas médicas (4,1% ao ano). O segmento também expandiu mais rápido do que categorias, como hotéis e restaurantes (3,8% ao ano), vestuário e calçados (1,4%) e educação (1,6%), tanto no cenário global quanto em todas as regiões analisadas.












