ABIH-GO solicita que governo inclua hotelaria entre serviços essenciais

ABIH-GOABIH-GO pede flexibilização de fechamento e uso de protocolos de higiene

Da mesma forma que a ABIH-MG (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais) solicitou medidas para redução da crise, agora a ABIH-GO (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Goiás) pede que o governo inclua a hotelaria entre serviços essenciais. 

A entidade enviou um pedido de socorro do governador Ronaldo Caiado (DEM), reiterando a solicitação de flexibilização das atividades, respeitando os protocolos de higiene necessários. Após quase 60 dias do Decreto Governamental para combater a pandemia, a situação do setor no estado tem se agravado.

Em carta assinada pelo presidente, Fernando Carlos Pereira, a ABIH-GO destaca que “algumas empresas já fecharam as portas definitivamente, milhares de pessoas estão sendo demitidas e centenas de famílias já enfrentam a fome, a miséria e consequentes mazelas. Absoluta a falta de recursos que se avoluma. Observe-se que, se alguns prorrogaram a situação com um seguro desemprego, muitos não fizeram jus ao mesmo, e não há como ser recolocados no mercado de trabalho”.

ABIH-GO: carta

Abaixo, você confere o texto completo:

"Após quase 60 (sessenta) dias do Decreto Governamental para combater a Pandemia do Covid-19, quando o segmento acatou e cumpriu rigorosamente todas as determinações emanadas do estado, a situação tem se agravado exponencialmente, para milhares de meios de hospedagem e de pessoas que deles dependem direta e/ou indiretamente, levando-as a dor e ao desespero ante a iminente e irreversível insolvência se persistir o fechamento.

Algumas empresas já fecharam as portas definitivamente, milhares de pessoas estão sendo demitidas e centenas de famílias já enfrentam a fome, a miséria e consequentes mazelas. Absoluta a falta de recursos que se avoluma. Observe-se que, se alguns prorrogaram a situação com um seguro desemprego, muitos não fizeram jus ao mesmo, e não há como ser recolocados no mercado de trabalho.

Serviços de hospedagens, incluídos no rol de atividades essenciais colaborando no combate à pandemia, e liberados na maioria dos estados e capitais por decretos estaduais e municipais pelo período de quarentena e até de lockdown (p.ex.): Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Rio Grande do Sul, São Luís/MA, Brasília/DF, Florianópolis/SC... excetuando, é claro, Resorts e Parques aquáticos ou de lazer,

Na hotelaria, os procedimentos de limpeza e higiene do protocolo já aprovado, são cumpridos rigorosamente e permite o controle efetivo do fluxo de pessoas e identificação de eventuais casos, o que, alternativas que vem sendo utilizadas no estado, como aluguel de imóveis, Airbnb e outras, fora do radar legal e do controle estatal, acabam operando na clandestinidade e frustram os esforços de contenção.

Por suas políticas de segurança e assistência aos hóspedes, sendo responsáveis civilmente, por estes e por seus colaboradores, as empresas cuidam de NÃO expor estas pessoas a riscos, além de prestarem ajuda caso surja alguém contaminado.

A hotelaria tem servido de refúgio aos profissionais de saúde e pessoas do grupo de risco que precisam do isolamento que o ambiente oferece, e a disponibilização dos serviços de alimentação e conveniências integradas no mesmo local, o que evita a circulação e interação com estranhos e até mesmo com familiares.

Diante do exposto acima, a ABIH-GO solicitou ao governador que reconheça a hotelaria como essencial e libere o seu funcionamento com as devidas cautelas e fiscalização.

Fernando Carlos Pereira

Presidente da ABIH-GO"

(*) Crédito da foto: Paulo José/Prefeitura de Goiânia

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