ABIH Nacional: Belo Horizonte tem 23 hotéis fechados desde a Copa de 2014

Manoel Linhares, presidente da ABIH NacionalPara Linhares, a LGT pode ajudar a hotelaria a melhorar seu panorama

A ABIH-Nacional (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis) apresentou um recorte diferente da crise que afeta o setor. Levantamento da entidade apontou o número de hotéis fechados nas 12 cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014 desde o final da competição. No geral, 90 unidades encerraram atividades em oito dessas praças. Belo Horizonte, com 23 propriedades que deixaram de operar, lidera nesse quesito negativo.
 
Salvador foi outra cidade com um número elevado de fechamentos (21), assim como Porto Alegre (16). Abatido por uma grave crise financeira e com a hotelaria também em dificuldades, o Rio de Janeiro viu 13 hotéis findaram operações, sem contar outros três que estão fechados, indefinidamente, para reformas. O exemplo carioca mais recente foi o Ipanema Plaza.
 
São Paulo, Recife, Fortaleza e Natal não registraram o fechamento de hotéis. Vale destacar que, na capital do Rio Grande do Norte, houve a abertura de seis estabelecimentos, enquanto na cidade cearense duas unidades foram inauguradas.
 
ABIH Nacional: medidas
 
Outro ponto destacado pela ABIH Nacional é que boa parte do setor teve que baixar o valor das diárias desde o final da Copa do Mundo. Segundo a entidade, a medida foi uma tentativa de manter as taxas de ocupação em um nível operacional.
 
Para Manoel Linhares, presidente da associação, um conjunto de fatores determina a dificuldade de expansão do setor turístico no país. Entre eles, o dirigente cita a alta carga tributária, a ausência de regulamentação dos aplicativos de reservas de hospedagem em residências, a falta de políticas de incentivos e de divulgação dos destinos e os níveis críticos na área de segurança, entre outros.
 
“Tudo isso combinado se torna um grande impeditivo para a indústria de turismo atuar com grande relevância na economia do país, gerando mais empregos e renda”, afirma Linhares. Para ele, a melhora do quadro passa pela inclusão das pautas citadas acima na reforma da Lei Geral do Turismo (LGT).
 
“Precisamos trabalhar ainda mais para que pontos como a regulamentação das plataformas de venda de hospedagem e o valor dos tributos pagos por elas sejam direcionados para um fundo que financie a divulgação estratégica dos múltiplos destinos do Brasil, entrem na atualização da Lei Geral do Turismo”, defende Linhares.

(*) Crédito da caoa: StockSnap/Pixabay

(**) Crédito da foto: Divulgação/ABIH Nacional

Comentários