Adit Share 2019 acontece em junho em Foz do Iguaçu (PR)

adit shareCavalcante acredita que essa edição superará as anteriores

O maior evento dedicado ao mercado de timeshare e multipropriedade está a um mês da sua 7ª edição. Com expectativa de público de 400 pessoas, o Adit Share 2019 acontece em Foz do Iguaçu (PR), nos dias 6, 7 e 8 de junho. Com o Brasil consolidado como terceira indústria de multipropriedade no mundo, o encontro tem como foco gerar mais aprendizado sobre a nova legislação.

Organizado pela Adit Brasil (Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil), o evento será no Wish Resort Golf Convention Foz do Iguaçu. Na programação já está confirmado um painel internacional com as principais autoridades do setor dos Estados Unidos, México e Brasil.

O bate-papo, que será no primeiro dia do evento, conta a participação de Howard Nusbaum, presidente da Arda (American Resort Development Association). Juan Inácio, presidente da Amdetur (Asociación Mexicana de Desarrolladores Turísticos) e Felipe Cavalcante, presidente da Adit Brasil, também estão no painel.

“Creio que essa edição vai surpreender em relação às anteriores, principalmente pelo volume de convidados estrangeiros. Nosso objetivo é que os principais players do setor tenham contato com indústrias muito mais avançadas que a nossa. Podemos aprender muito com esses relatos e evitar cometer os mesmos erros”, avalia Cavalcante.

Outra palestra internacional prevista na programação é de Alberto Coppel, executivo da Pueblo Bonito Golf & Spa Resort. O executivo trará sua experiência e mostrará cases dos empreendimentos Pueblo Bonito, no México. Painéis sobre práticas para estruturação de uma operação de customer success, economia compartilhada, a Lei de Multipropriedade e manual de boas práticas também serão realizadas.

Adit Share: a multipropriedade no país

A reportagem do Hotelier News entrou com contato com Felipe Cavalcante, presidente da Adit Brasil para traçar um panorama sobre o futuro do mercado de multipropriedade brasileiro. Para ele, as perspectivas do setor são de crescimento, atribuindo grande potencial do país para esse tipo de produto. Confira abaixo:

Hotelier News: Como você vê o futuro da multipropriedade?

Felipe Cavalcante: Esse mercado só tende a prosperar. Acho que é um modelo que veio para ficar porque o maior benefício é que o proprietário paga pelo que usa. É uma utilização inteligente de recursos, pois antes quem investia sozinho em hotel, resort ou condomínio tinha mais custos, não aproveitava 100% do investimento ou havia como investir. Outra questão que beneficia esse tipo de venda é a possibilidade de intercâmbio com outras propriedades pela nova lei. Vejo que ainda tem muito espaço para crescer, é um negócio que faz sentido apostar.

HN: Esse produto necessita de um destino consolidado para funcionar?

FC: Depende da escala do empreendimento. Se estiver planejando um imóvel de 500 ou 1 mil quartos, o ideal é ir para destinos consolidados e que tenham equipamentos geradores de fluxo, como parques temáticos, para que o empreendimento consiga funcionar. São os casos de Olímpia, Caldas Novas e Gramado. Agora, se o negócio é pequeno, 40 unidades habitacionais, ele pode funcionar em outros destinos também, mesmo que o fluxo não seja tão intenso. Multipropriedade pode ser vendido em qualquer lugar, só depende do tamanho do projeto.

HN: Acha que o Nordeste tem grande potencial para o produto?

FC: Como disse, todo lugar pode receber um projeto multipropriedade, desde que o tamanho do empreendimento e fluxo do destino sejam levados em conta. O Nordeste já tem alguns projetos nesse modelo, mas são menores do que vemos em outros lugares. Já existem, entretanto, projetos grandes sendo pensados para a região. Então, acredito que exista capacidade para receber esse tipo de produto.

HN: Como está o apetite dos investidores para a hotelaria?

FC: Existem várias empresas que estão se estruturando para entrar na operação hoteleira por timeshare e multipropriedade. Isso mesmo apesar da preocupação de gerar super oferta em algumas cidades porque, como quem compra acaba utilizando do hotel também isso diminui esse risco nos destinos. Gera uma demanda fixa.

(*) Crédito da capa: Arquivo HN

(*) Crédito da foto: Divulgação/ Felipe Cavalcante

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