Adit Share: Painel traça panorama da indústria de timeshare e multipropriedades no Brasi

Adit Share - panorama timeshareCavalcante, Moreno, Pascoal, Ênio Almeida, Lizete, Rezende e Rafael Almeida debateram o tema

De Porto de Galinhas (PE)*

Níveis de cancelamentos, novos modelos de prospecção, importância das comercializadoras e uso da tecnologia. Estes e outros temas foram debatidos no principal painel da parte da tarde do Adit Share, evento organizado pela Adit Brasil aberto hoje (18), em Porto de Galinhas

Participaram do debate, Alejandro Moreno, presidente da Wyndham Hotels & Resorts para América Latina e Caribe; Murilo Pascoal, diretor-geral do Beach Park; Rafael Almeida, CEO do Grupo Natos; Ênio Almeida, CEO da WPA Gestão Inovadora; Gustavo Rezende, diretor do Grupo GR; e Lizete Ribeiro, diretora Comercial da Tauá Resorts. Felipe Cavalcante, presidente da Adit Brasil, foi o moderador das discussões.

Ao fazer uma avaliação sobre o potencial do mercado de timeshare e multipropriedade, Moreno destacou que questões ligadas à legislação favorecem o segmento. “A indefinição por parte da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) no que tange os condo-hotéis abre espaço para as multipropriedades”, comentou. “Ao mesmo tempo, a dificuldade de encontrar investidores individuais no Brasil é grande, ao contrário de países como EUA”, completou.  

Adit Share: cancelamentos 

Já Rezende relatou que, mesmo com a crise, o Grupo GR teve um nível de cancelamento dentro do esperado. “Ao longo dos anos, vamos aprendendo e estamos melhorando em termos de negociação. O que vejo nessa indústria é um crescimento. O mercado ja avançou muito, o que significa que é economicamente viável e atrativo”, afirmou, destacando que esse crescimento também traz responsabilidades.

“Há preocupação em função disso, porque atrai muitas pessoas e muitas delas desconhecem o modelo, por exemplo. Por isso, temos que ter cuidado com todo processo de venda. Enquanto indústria, temos que dar bastante atenção ao relacionamento com o cliente, do pós-venda até a renovação”, observou.
 
O assunto também passou pela atuação das comercializadoras. Afinal, para as empresas, vale a pena? Para Lizete, com certeza é positivo. “O negocio é muito complexo. Acho que até hoje não entendi direito”, brincou. “Então, para quem está começando, é bom fazer isso ao lado de quem entende, e as comercializadoras conhecem o negócio”, completou.

Adit Share - Enio AlmeidaÊnio Almeida: tecnologia pode ajudar na captação

Captação de clientes 

Para finalizar, os debatedores deram suas opiniões sobre o modelo de captação utilizado no mercado. Almeida destacou, por exemplo, que o prefeito de Caldas Novas (GO) proibiu a abordagem de pessoas nas ruas, como ocorria anteriormente. “Entendemos que realmente incomoda. Precisamos mudar, não pode viver só da captação da rua. Tem que criar imãs de forma sutil e leve, e a tecnologia esta aí para criar essas possibilidades”, avalia. “O produto é bom, mas é preciso encontrar outra maneira de fazer a captação. Ela existe e a indústria vai descobrir”, complementou Lizete.

Rafael Almeida, do Grupo Natos, também se disse um entusiasta da tecnologia, indo além da captação. “Tem que ser usada em todos os momentos, do pós-venda à administração do empreendimento. No nosso recente lançamento de Olímpia (SP), por exemplo, vamos usar Big Data para, quando o proprietário fizer check-in online, já termos uma série de informações sobre ele obtidas a partir do mapeamento de suas redes sociais” disse. 

(*) Crédito da foto: Vinicius Medeiros/Hotelier News

(**) O jornalista do Hotelier News viaja a convite da Adit Brasil

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