Agendado para outubro, Festival Origens busca valorização da cultura baiana

Uma das ruas do Centro Histórico de Cachoeira, onde acontece o Festival Origens

De 18 a 20 de outubro, as cidades de Cachoeira e São Félix, no Recôncavo da Bahia, recebem a segunda edição do Festival Origens. O evento busca a valorização de produtos tipicamente de origem baiana, que podem ser representados por quatro Cs: cachaça, café, chocolate e charuto.

As inscrições começaram na terça-feira (27) e podem ser feitas exclusivamente no site do festival. A última edição do evento, no final do ano de 2017, contou com participantes de diferentes estados brasileiros. 

De acordo com os organizadores, o público encontrará uma programação repleta de atividades que proporcionarão o conhecimento da cadeia produtiva desses mercados. No cronograma estão previstos workshops de harmonização do charuto com cachaça, café e chocolate. Além disso, ocorrerão degustações de bebidas artesanais baianas, visitas às fábricas e fazendas produtoras de fumo da região, além de manifestações culturais. 

A programação completa do festival seguirá por três dias e oferecerá novidades em relação à última edição, como novos locais a serem visitados, além de palestras. Isso, além da possibilidade de adquirir o passaporte do festival fracionado por dia. Um dos meios de hospedagem inclusos na lista para receber os participantes é a Pousada do Pai Thomaz, localizado em Cachoeira.

Para Marcos Augusto Souza, um dos organizadores do evento, a palavra de ordem nesta edição é superação. "A nossa expectativa é superar o que fizemos no ano passado. Estamos trabalhando para levar novas atrações e produtos aos participantes", diz. "Outro ponto importante é que, assim como em 2017, teremos lançamentos de edições limitadas de charutos das fábricas locais, feitas especialmente para o festival", completa.

Festival Origens

Os organizadores revelam que a escolha do local para o evento é justamente devido à história centenária do Recôncavo da Bahia na produção do tabaco. As características do solo, clima, história e cultura da região são os elementos fundamentais para tornar o charuto produzido nessas terras um produto de origem reconhecido por sua qualidade em todo o mundo. 

A produção de tabaco na região envolve 23 municípios e gera cerca de 4,5 mil empregos diretos e indiretos. O Recôncavo abriga empresas produtoras de tabaco que cuidam de toda cadeia produtiva e se aliam a centenas de famílias da agricultura familiar. 

* Foto de capa: Peter Kutuchian / Hotelier News

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