Allia Hotels: uma iniciativa inédita na hotelaria brasileira

 
 
A Allia Hotels, nova rede hoteleira que entra em operação neste mês, é o resultado da aliança entre três grandes marcas: a Bristol Hotels, Plaza Inn e o Grupo Solare. Ainda não se pode falar em fusão, mas sim da criação de uma nova empresa de capital fechado, reunindo os empreendimentos e equipes já existentes. A administração do novo negócio será feita por um Conselho, presidido por José Adalto Silva, e do qual fazem parte os sócios Cláudio Monegaglia e Rogério Tavares, além de contar com André Monegaglia como diretor presidente.

Provenientes de diferentes partes do País, as redes somam 40 empreendimentos em operação, com uma oferta de mais de 3 mil UHs e 1.600 colaboradores. Sua receita total soma R$ 121 milhões, valor que deverá chegar a R$ 150 milhões até o final deste ano. É com essa estrutura que a Allia entra no mercado - o nome, além de uma referência à palavra aliança, também significa "sorte" em Latim.
 
Por Juliana Bellegard

André Monegaglia é diretor
presidente da Allia Hotels
(fotos: arquivo HN e Juliana Bellegard)
 
A rede conta com seis categorias de hotéis: Resort, que terá a bandeira Allia Resort e o Grand Solare; Luxo, a Allia Class; Superior, com a Allia Hotels; Midscale, que engloba Plaza Inn, Solare, Bristol e L'authentique Cristal; Econômico, com a marca Expresso XXI; e Super Econômico, com a Soft Inn.

Com isso, a Allia nasce sendo a terceira maior rede no País - seguindo a Accor e a Atlantica -, com representação em seis Estados, contando com cinco escritórios centrais, em São Paulo, Ribeirão Preto, Vitória, Belo Horizonte e São Luís; quatro escritórios de Vendas instalados no Rio de Janeiro, em Goiânia, Belém e São José do Rio Preto; e representantes em Salvador, Brasília, Fortaleza, Recife, Porto Alegre e Cuiabá. Seu alcance deverá ser ampliado em breve, chegando também a Alagoas, Ceará e à cidade de Macaé, no Rio de Janeiro.

A estimativa de crescimento da demanda é de 15% ao ano, feita em uma projeção até 2020. Considerando este índice, a receita da rede deverá ter um incremento de 8% ao ano. A perspectiva é boa também para os colaboradores: com a união das empresas, não haverá demissões e o objetivo é dobrar o quadro de trabalhadores. Até a Copa do Mundo chegar ao Brasil, a Allia contará com 3.400 pessoas.
 

O Expresso XXI em Belém, agora faz parte da Allia
 
Em entrevista à equipe do Hôtelier News, Monegaglia explicou um pouco sobre o conceito, a motivação e os objetivos da Allia.
 
HN: Por que criar uma nova rede hoteleira?
André Monegaglia: Com essa união, buscamos obter uma maior capacidade de gestão, ganhos em escala e sinergia, e a padronização das melhores práticas. Além disso, criamos uma empresa de abrangência nacional. O Solare atua no Norte e Nordeste, a Plaza Inn atinge principalmente em São Paulo e a Bristol está no Sudeste. Juntas, têm potencial de alcançar todo o País.
 
HN: Há, hoje, uma demanda hoteleira ainda não explorada?
Monegaglia: Nossa percepção é de que há alguns fatores que irão gerar demanda. São eles o crescimento sustentado do País e da economia, o surgimento e expansão dessa nova classe C, principalmente porque há uma mudança na cultura de viagens deste segmento, e também os grandes eventos internacionais que serão realizados no Brasil. Estes serão as grandes campanhas de divulgação do País no exterior.
 
HN: A joint venture de três empresas não é algo comum na hotelaria. Vocês estão indo na contramão do mercado?
Monegaglia: Não estamos indo na contramão. Vê-se, em outros setores do mercado, uma inclinação às grandes fusões. Basta ver a Perdigão e a Sadia, por exemplo, ou mesmo o Pão de Açúcar. Na hotelaria sim, é algo incomum. Neste sentido, nós somos pioneiros.  Quem sabe não se torna uma tendência?
 
Monegaglia: "somos pioneiros"
 
HN: O que a Allia irá oferecer aos seus hóspedes?
Monegaglia: O diferencial está em seus produtos e serviços de qualidade, até porque, não há muita novidade - a roda já foi inventada. O nosso produto é reformado ou novo, tem boas camas, bom chuveiro, café da manhã, em todas as categorias de hotel. Outra preocupação é ir além nos hotéis econômicos. Iremos disponibilizar gratuitamente alguns itens que normalmente são cobrados à parte, como alguns equipamentos no apartamento, produtos de frigobar e acesso à internet nas UHs.

HN: A grande aposta, então, é na hotelaria econômica?
Monegaglia: Queremos, sim, a grande maioria de nossos hotéis na categoria econômica, o negócio do Brasil é isso. Mas não é só. Temos em vista todos os tipos de hóspede, principalmente o exigente. Para ele, ofertamos produtos bons: um três estrelas excelente, um quatro estrelas idem.

HN: O que acontecerá com os hotéis das antigas Plaza Inn, Bristol Hotels e Solare?
Monegaglia: Os empreendimentos já existentes passam a ser marcas dentro de uma rede maior, que é a Allia. Nenhuma delas deixa de existir. Haverá, sim, uma padronização de identidade visual, decoração e também de serviços.
 
O investimento na nova rede será grande
(foto: ajudawp.com)
 
HN: Já existe uma previsão para a construção de novos empreendimentos?
Monegaglia: Até 2015, a previsão é de que o investimento feito seja de R$ 1 bilhão, sendo que R$ 450 milhões já estão contratados. Queremos mais R$ 450 milhões para a construção de 30 novos hotéis, e mais R$ 100 milhões para investir na reforma e modernização das unidades existentes.  Além dos primeiros 30 empreendimentos citados, outros 30 já estão a caminho, resultado de contratos fechados antes da união das redes. Nosso objetivo é chegar a 100 hotéis em 2014.
 
Conheça as redes "aliadas" 
     
Para saber sobre a história das redes clique nas logos
 
A mais antiga das três redes a Plaza Inn começou suas operações em 1977 como União de Hotéis e Administração. Em 1986, surge o braço administrativo Plaza Inn. Com forte atuação no Estado de São Paulo - são sete empreendimentos na capital e interior -, soma um total de 12 unidades, abrangendo também Minas Gerais e Goiânia.
 
Dez anos depois da União de Hotéis e Administração, surge a Bristol Hotels, fundada por José Adalto Silva em Belo Horizonte. Hoje, são 15 empreendimentos distribuídos pelos Estados de Minas Gerais, Goiás e Espírito Santo. O destaque da rede fica por conta de sua atuação no mercado capixaba: são sete hotéis, e mais um a caminho, previsto para 2011.
 
Para criar uma rede nacional, era preciso alcançar longe. Assim, entra na parceria o Grupo Solare, criado em 1999 em São Luís, no Maranhão, a partir da Delphia Hotéis. Seus 11 empreendimentos são divididos em cinco bandeiras diferentes: Gran Solare, L'authetique, Solare Hotéis e Suítes, Expresso XXI e Soft Inn. O grupo atua nos Estados do Amazonas, Pará, Maranhão e Alagoas.
 
Serviço
11 3664-4500

Comentários