Américas do Sul e Central tiveram queda de RevPar no 2º trimestre, diz STR

str sp parada lgbtEvento aumentou em quase 30% o RevPar na capital paulista

Dados do STR apontam que as Américas do Sul e Central tiveram queda significativa no RevPar no segundo trimestre de 2019. A redução no índice foi causado, principalmente, pela baixa na diária média das regiões, que foi impactada por sua vez pela flutuação cambial. 

Em relação ao mesmo período de 2018, o RevPar das Américas do Sul e Central teve decréscimo de 41,5% (para US$ 53,28). O indicador foi puxado para baixo pela queda de 42,9% na diária média (para US$ 94,48) na mesma base de comparação. Único índice positivo na região foi a ocupação, que cresceu 2,4%, ficando em 56,4%. 

Exemplos perfeitos de mercados afetados pela flutuação cambial foram Buenos Aires e Cartagena, na Colômbia. A capital argentina teve queda de 3,6% na ocupação, porém, em compensação, presenciou alta impressionante de 79,3% na diária média, sempre na comparação anual. A tarifa média fechou o trimestre em 5.319,15 pesos, o que impulsionou o RevPar para cima (+ 72,9%, para 3.382,77 pesos). 

Na avaliação do STR, apesar do dos indicadores terem alcançado seu ápice na série histórica da empresa para esse período, os resultados são superficiais. Isso porque a alta foi causada pela grande inflação do peso argentino. Ao fazer a medição em dólares, a diária média aponta crescimento de 7,4%. 

STR: Brasil

A empresa também destacou bons resultados para alguns mercados brasileiros. Para o Rio de Janeiro, a STR aponta que a Copa América beneficiou os indicadores do setor durante junho e o início de julho. Na final da competição esportiva, no dia 7 de julho, o RevPar da cidade atingiu US$ 120,31, expansão de 168,4% na comparação anual. 

Já em São Paulo, a Parada LGBT elevou os índices da hotelaria. O evento aconteceu no dia 23 de junho e reuniu cerca de 3 milhões de pessoas na Av. Paulista. Neste dia, o RevPar hoteleiro ficou em US$ 54,34, alta de 29,9% na comparação anual. O crescimento se deve principalmente pelo crescimento da diária média, que avançou 36,9% (para US$ 118,88). Já a ocupação ficou em 45,7% na cidade (+5,2%).

(*) Crédito da capa: GRAPHICAL BRAIN/Pixabay 

(**) Crédito da foto: Paulo Pinto/FotosPublicas

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