Banco Central mantém Selic em 6,5%

Selic - decisão CopomCopom manteve pela sétima vez consecutiva a taxa de juros

O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu hoje (6) continuar com a Selic (taxa básica de juros) na mínima história de 6,5% ao ano. A manutenção por parte do BC (Banco Central), a sétima consecutiva, era esperada pelo mercado financeiro. A decisão, contudo, deve ser também celebrada pelo turismo e pela hotelaria.

Para justificar a decisão, o Copom indicou que o quadro para a inflação ficou melhor, apesar de seguir vendo assimetria em seu balanço de riscos. “O Comitê avalia que, desde o último Copom (Comitê de Política Monetária), especialmente quanto ao cenário externo, houve arrefecimento dos riscos inflacionários”, informa o comunicado do banco.

Em pesquisa promovida pela Reuters, todos os 28 economistas entrevistados já esperavam a decisão. Expectativa parecida existia entre os 41 analistas consultados pela Bloomberg. A reunião do comitê deve ser a última com Ilan Goldfajn na presidência do BC.

Selic: impacto turismo

Com a decisão, tanto o consumidor, como empresas e o mercado imobiliário, podem se beneficiar. O primeiro, por exemplo, ganha a chance de trocar de dívidas mais caras – como cheque especial – por outras mais baratas, caso do crédito consignado. Com um pouco mais de dinheiro no bolso, ele pode consumir produtos e serviços turísticos.

Já as empresas podem viabilizar investimentos a custos mais baixos, o que pode se reverter em geração de empregos e renda. No mercado imobiliário, as taxas mais baixas reduzem o custo mensal das hipotecas e dos financiamentos habitacionais. Outro efeito favorável ao setor, que é intimamente ligado à hotelaria, as fontes de recursos para o financiamento imobiliário ganham impulso., o que pode estimular novos projetos. 

Vale destacar que, segundo a STR, o Brasil tem o maior pipeline de desenvolvimento hoteleiro na América do Sul.

(*) Crédito da foto: lkzmiranda/Pixabay

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