BC considera queda brusca do PIB no 1º semestre e prevê recessão

PIB- BCEconomistas esperam retração de 6,5% na economia brasileira este ano

Hoje (23), o BC (Banco Central) divulgou novas perspectivas para a economia brasileira. Segundo análises da ata da última reunião com o Copom (Comitê de Política Monetária), a atividade econômica atingiu seu menor patamar em abril e prevê quedas bruscas para o primeiro semestre, seguida de recuperação gradual a partir do terceiros trimestre.

Os dados relativos ao segundo trimestre de 2020 confirmaram as expectativas de “forte contração”, com recuperação parcial em maio e junho. No primeiro trimestre, o PIB já havia encolhido 1,5%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O indicador, sendo a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, engloba também a hotelaria, que acompanha o desempenho dos números. A redução do nível de atividade no Brasil devido à pandemia tem colocado o país no caminho para uma recessão, assim como o resto do mundo.

De acordo com o Copom, a redução da economia no primeiro trimestre registrou sua maior queda desde 2015, refletidos pelos efeitos da crise causada pelo coronavírus. Na semana passada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, alertou que, sem o andamento das reformas estruturais, a recessão pode se transformar em “depressão” - caracterizada por um longo período de desemprego, falências de empresas e baixos níveis de produção.

Os economistas do mercado financeiro projetam um tombo de 6,5% para o PIB deste ano, ao mesmo tempo que o Banco Mundial prevê uma queda maior ainda, de 8%. Já o FMI (Fundo Monetário Internacional) espera retração de 5,3% para a economia.

PIB: inflação

Sobre as taxas de juros na inflação, o Copom mira a meta central de 2021, de 3%. Com o intervalo de tolerância, os números podem oscilar entre 2,25% e 5,25%. O BC havia projetado para o IPCA 2% em 2020 e 3,2% no ano que vem. As estimativas são calculadas de acordo com a trajetória da taxa básica de juros no mercado financeiro.

(*) Crédito da foto: Adriano Machado/Reuters

 

Comentários