CDP: empresas preveem US$ 1 tri em custos climáticos

CDP - estudo mudanças climáticasTermelétricas estão no alvo e empresas de energia participaram do estudo

Milhares de empresas globais com ações em bolsas de valores estão preocupadas com a o aquecimento global. É no bolso, contudo, que muitas delas estão pensando ao citar o motivo dessa inquietação. Divulgado hoje (4), estudo promovido pelo CDP estima em R$ 1 trilhão os custos com as mudanças climáticas.

O levantamento, que teve participação de 76 companhias do setor de hospitalidade, aponta que grande parte dos gastos ocorrerá nos próximos cinco anos. Apesar disso, os resultados sugerem que muitas empresas ainda subestimam os riscos das mudanças climáticas, mesmo com cientistas alertando que a Terra está em vias de atingir pontos de crise naturais sem retorno.

“A maioria das empresas ainda tem um longo caminho a percorrer em termos de avaliação adequada do risco climático”, disse Nicolette Bartlett, diretora de Mudanças Climáticas do CDP e autora do relatório (acesse o estudo completo aqui), em entrevista à Reuters.

CDP: participantes

Fundado no início dos anos 2000, o CDP é uma voz respeitada no que tange questões de sustentabilidade. Anteriormente conhecido como Carbon Disclosure Project, o órgão integra uma coalizão de grupos de pressão, formada por gestores de fundos, membros de bancos centrais e políticos. Juntos, esses players entendem que o aquecimento global representa um risco sistêmico para o sistema financeiro.

No estudo, as empresas estimaram ainda um total de US$ 970 bilhões em custos extras devido a fatores que incluem temperaturas mais altas, clima caótico e preço das emissões de gases do efeito estufa. Cerca de metade desses custos foram vistos como “praticamente certos”.

Em seu último estudo, o CDP ouviu, entre outras companhias, as 215 maiores empresas globais. Integram a “seleta” lista Apple, Microsoft, Unilever e Nestlé – o nome das redes hoteleiras participantes não foi divulgado. Juntas, elas têm valor de mercado combinado de cerca de US$ 17 trilhões.

(*) Crédito da capa: stevepb/Pixabay

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