Cinco valiosas dicas para sua operação all inclusive

Malai Manso - Tiago CabauCabau: dicas são para cinco pontos fundamentais na operação do A&B

Uma tonelada (t) e meia de queijo e 1,8 t de peixes todo santo mês. Isso sem contar os 250 barris de chope mensais, bem como as 5,5 t de carne bovina. Ainda acha que é pouco? Que tal 2,5 mil dúzias de ovos e 11,5 t de laranjas, tudo usado e gerido por uma equipe de 160 funcionários, divididos em três turnos? Achou complexo? Pois esses são alguns dos números que envolvem a operação do all inclusive do Malai Manso Resort, aberto em 2017.

De fato, a utilização do sistema demanda uma série de cuidados para gerir bem toda essa fartura. O Hotelier News convidou Tiago Cabau, diretor de Operações do Malai Manso, para dar dicas de como deixar essa operação redondinha. Segundo ele, todas elas visam duas coisas: satisfação do cliente e, claro, lucratividade do negócio.

“Em resorts all inclusive, o A&B (Alimentos & Bebidas) é seguramente o departamento mais crítico de toda operação na propriedade. Isso porque, além da complexidade, é a primeira coisa que o cliente avalia ao chegar. É sua principal preocupação”, afirma Cabau. “Precificação correta, autosserviço, bom controle de estoque e de compras, além de cuidados para evitar desperdício, são questões vitais”, ensina.

All inclusive: dicas

Cabau centrou seus conselhos nos cinco pontos citados acima. Não custa relembrar: precificação; autosserviço; controle de estoque; compras e desperdício. Veja abaixo suas dicas para cada uma dessas questões.

1. Precificação: 

É preciso encontrar o equilíbrio correto entre os serviços ofertados pelo resort. De todas as despesas do empreendimento, o A&B costuma ser o segundo de maior relevância, atrás apenas da folha de pessoal. “Para nós, representa de 15% a 20% dos custos mensais, dependendo do período. Então, ele é um componente vital para você definir a margem correta e, com isso, o preço a ser cobrado”, comenta Cabau.

2. Autosserviço: 

Traz mais eficiência para a operação, deixando o cliente à vontade para se servir na hora que desejar, sem esperar pelo garçom. Com isso, uma consequência direta é a maior satisfação do hóspede. “Pode haver maior desperdício em determinado item, mas isso é compensado pelo menor contingente de mão de obra atuando na operação. A localização dos locais de autosserviço também é importante”, ensina Cabau.

All inclusive - operação Malai Manso_internaRestaurante principal do Malai Manso: todo mês são 5,5 toneladas de carne

3. Controle de estoque:

Questão fundamental para a precificação, a correta gestão do estoque é vital também na operação all inclusive. Cabau recomenda a utilização de um almoxarifado central para atendimento ao A&B. “Faça um controle semanal do consumo, o que te permite saber com maior precisão o consumo médio por hóspede. Além disso, se alguma coisa extraordinária ocorrer, você identificará com maior facilidade e rapidez”, explica. “Aqui, treinamento e engajamento da equipe envolvida é muito importante”, completa.

4. Compras:

Foque na qualidade, em vez do preço. “Assim, você privilegia a satisfação do cliente e o faz voltar”, recomenda Cabau. Segundo o profissional, é fundamental desenvolver uma rede de fornecedores parceiros confiável. “Fique de olho na ocupação do resort e no controle de estoque, comprando sempre a partir da necessidade para aquele período”, diz.

5. Desperdício:

Trabalho de conscientização com públicos interno e externo é fundamental, avalia o diretor de Operações do Malai Manso. No primeiro caso, muito treinamento e, no dia a dia, acompanhamento do trabalho dos colaboradores da área de A&B. “No segundo, comunique bem a importância do tema para os hóspedes. Já na operação em si, por exemplo, busque privilegiar, na medida do possível, o preparo dos alimentos na hora. Se deixar pronto em locais de autosserviço, o cliente acaba não consumindo. Dá mais trabalho, mas evita o desperdício exagerado”, finaliza.  

(*) Crédito das fotos: Vinicius Medeiros/Hotelier News

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