Com alta ocupação, hotéis norte-americanos evitam reservas oriundas de OTA's


Mercado hoteleiro evita reservas oriundas de OTA's durante alta ocupação
(foto: Pixabay / CristianQuezada)

As taxas de ocupação dos hotéis nos Estados Unidos estão altas. São as maiores desde 1990, segundo a STR. Após um grande declínio em 2009, a média anual registrada em julho deste ano alcançou 66,4%. Aproveitando a boa fase da hotelaria norte-americana, o mercado tem evitado as reservas feitas nas OTAs. É o que avalia Harriet Edleson para o New York Times.

Quando os hotéis estão em baixa, as OTA's podem ajudar a preencher os quartos vazios, mesmo cobrando altas taxas pelo serviço (15 a 30 por cento). Porém, quando a ocupação aumenta, a lógica é evitar a prática e optar por reservas feitas diretamente no site do hotel, por telefone ou agentes de viagem autorizados. 

Para que os hóspedes façam suas reservas por meio desses canais, os empreendimentos estão oferecendo cada vez mais benefícios, como por exemplo, upgrades para quartos melhores, serviço de traslado entre hotel e aeroporto, café de amanhã e até drinks no bar. As maiores ofertas ficam para os hóspedes participantes dos programas de fidelidade das redes, que geralmente não tem nenhum custo para o consumidor. As tarifas podem ser de 10 a 20 por cento menores nesses casos.

“A maior arma agora são as tarifas somente para membros,” disse Lorraine Sileo, vice-presidente sênior de Pesquisas da Phocuswright, uma empresa de pesquisas de turismo. A estratégia pode atrair a maioria que prefere as OTA's. De todas as reservas registradas, um terço é realizada por serviços online, em comparação a somente um quarto diretamente pelos hotéis. 

Apesar da preferência dos hoteleiros pelas OTAs quando o mercado está em baixa, as agências online querem mostrar que as duas partes podem se beneficiar em qualquer momento. “Estamos oferecendo novos negócios para os hotéis, os quais que eles não podem conseguir sozinhos,” disse Melissa Maher, vice-presidente sênior da Expedia, que opera também Hotels.com, Trivago.com, Hotwire.com, Orbitz.com e Travelocity.com.

Como exemplo, ela cita os pacotes de viagem em que as reservas de hotéis são vendidas em conjunto com passagens aéreas, aluguel de carros ou os dois pelo mesmo preço. “Nossos clientes não procuram por uma marca em especifico.” Porém, os hotéis estão interessados exatamente em fazer suas marcas importantes.

Em fevereiro, a Hilton Worldwide lançou a campanha “Stop Clicking Around” ou “Pare de clicar por aí”. Geraldine Calpin, chefe do departamento de Marketing da Hilton disse que a intenção era mudar a percepção de que o melhor lugar para reservar hotéis é numa OTA.

Serviço
nytimes.com

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