Companhias aéreas vão aderir às linhas de crédito de bancos privados

companhias aéreasSegundo a proposta, cada empresa teria R$ 2 bi em recursos

Em abril, o governo federal anunciou pacote em linhas de crédito para auxiliar companhias aéreas durante a crise. Ontem (14), representantes da Latam, Gol e Azul e de grandes bancos se reuniram com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social) para fechar detalhes do palno de ajuda.

Segundo informações da Folha de São Paulo, Gustavo Montezano, presidente do BNDES, apresentou um modelo híbrido de apoio, com ofertas de crédito e títulos lastreados em ações. Com forte queda de demanda e restrições de circulação, as aéreas sofrem com perdas bilionárias. Especula-se que, apenas para manter as aeronaves no chão, as companhias gastam até R$ 100 milhões diariamente. Até o momento, a Azul teve R$ 6,5 bilhões de prejuízo no primeiro trimestre, enquanto a Gol perdeu R$ 2,2 bilhões.

Companhias aéreas: proposta

Segundo a proposta do BNDES, cada companhia teria o direito a R$ 2 bilhões em recursos, sendo o banco público responsável por 60% do financiamento, enquanto instituições privadas entrariam com 10% de participação. O restante seria captado pelas aéreas no mercado. Para Montezano, o pacote é viável e há procura por títulos de dívida. “Existe demanda, sim. Temos visto o mercado se aquecendo, tanto nos Estados Unidos, como no Brasil”, afirmou. Ele não quis dar mais detalhes, alegando que as empresas têm ações na bolsa e devem seguir regras de divulgação de informações.

A notícia é positiva para todo turismo nacional, incluindo a hotelaria, visto que uma possível "quebradeira" no setor poderia retardar ainda mais a recuperação do mercado. Vários destinos – primários, secudários e terciários – precisam de uma malha aérea parruda para movimentar os destinos.  

(*) Crédito da capa: Divulgação/Latam

(**) Crédito da foto: Divulgação/Gol Linhas Aéreas

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