Conheça o dia-a-dia dos GOs do Club Med

Acordar cedo, tomar um café da manhã reforçado e depois ir para a praia. Chegando lá, pegar um sol e velejar um pouco, não sem antes jogar vôlei ou frescobol. À tarde malhar um pouco e, à noite, para fechar o dia, dançar numa boate. Em suma, se divertir e, para completar, ser pago por tudo isso. Nada mal, não acham? Pois esse é, mais ou menos, o dia-a-dia dos GOs, ou Gentis Organizadores, como são conhecidos os animados colaboradores dos empreendimentos do Club Med espalhados pelo mundo.

Por Vinicius Medeiros


Alexandra, Rafael, Max e Márcia: todos GOs do Club Med Trancoso
(fotos: divulgação)

Pode parecer moleza, mas não é. Dentro da estrutura do Club Med, cada GO atua num determinado setor dos resorts: recepção, atividades esportivas, spa e recreação infantil, entre outras. "Aqui se trabalha duro, praticamente todos os dias da semana e quase 24 horas por dia. Se o hóspede precisar de nós, temos que estar à disposição. Mas é claro que é um privilégio trabalhar num lugar lindo como esse, em contato com a natureza, e com direito a alguns benefícios. Eu, por exemplo, não lavo roupa há muito tempo", brinca a mineira Alexandra Peconick, de 24 anos, que há quatro anos trabalha na rede francesa.

Segundo Alexandra, se o colaborador não tiver nenhuma formação específica, como, por exemplo, estética, educação física ou iatismo, este acaba rodando por todos os departamentos. "Mas quase todo mundo começa no miniclub (recreação infantil)", explica. A francesa Elodie Vermeulen, de 24 anos, é um caso da especificidade. Há apenas quatro meses no Brasil, ela veio assumir a coordenação do spa do Club Med Trancoso, depois de passagens por villages na França, Tunísia e Marrocos. Mesmo ainda "arranhando" o português, Elodie consegue se fazer entender. "Já trabalho há quatro anos na rede, sempre envolvida com estética. Como tinha o desejo de conhecer o Brasil, não pensei duas vezes quando apareceu a oportunidade", conta.


A francesa Elodie

Mas o que forma um bom GO? Para o gaúcho Rafael Boaventura, de 24 anos, a chave do negócio é saber se adaptar às situações. "A cada dia, a cada momento, você está em contato com uma pessoa diferente, de cidades e às vezes países diferentes. Então, você deve saber tratá-los bem, tentando sempre se adaptar às expectativas deles", afirma. Mas e a (bem) falada simpatia dos GOs, de onde vem isso? Rafael explica: "É claro que recebemos recomendações nesse sentido, mas, na verdade, simpatia não é trabalho e sim obrigação para quem trabalha com hotelaria", resume.  

Torre de Babel que funciona
Alexandra é de Belo Horizonte, Rafael nasceu em Porto Alegre e Elodie é de Beauvais, na França. Mas não termina por aí: Max é de Salvador, Márcia é do Rio de Janeiro e assim por diante. Cada um deles vem de um lugar diferente, com hábitos, culturas e até línguas distintas. Mas, ao chegarem ao Club Med ganham um objetivo em comum: atender, sempre com total atenção e simpatia, os hóspedes dos villages. E mais ainda, fazer amizades, conhecer pessoas e, acima de tudo, se divertir.


Alexandra e Márcia

Regra dentro da rede francesa, as unidades do Club Med pelo mundo são formadas por uma verdadeira legião estrangeira. É quase uma torre de Babel, mas que funciona bem, vale registrar. Nesse contexto, o rodízio entre as diversas unidades é muito comum. Márcia Machado, de 30 anos, conhece bem isso. "Olha, pelo Club Med já rodei o mundo. Já trabalhei na Turquia, de onde guardo ótimas lembranças, Tunísia, Israel, Tailândia e Bahamas. É uma prática muito comum. Basta você se candidatar e haver disponibilidade em outro village do grupo", afirma.


Max e Rafael

Mas no meio de tudo isso – trabalho duro, transferências e etc – sobra tempo para a vida pessoal, namoro, e família? "Sobra sim. Foi uma opção que cada um de nós tomou ao vir trabalhar aqui, mas sobra sim. Com certeza", explica Max Peixoto, de 22 anos, que há um ano e quatro meses está em Trancoso. Segundo ele, são feitas muitas amizades e, claro, namoricos, por que namoro à distância, ele garante, não dá certo. "O legal do trabalho é que conhecemos muita gente. Fazemos, mesmo que rápidas e passageiras, muitas amizades. E namoros também. Não há nenhum tipo de recomendação da rede para não sairmos com hóspedes, mas é claro que não vou ficar me agarrando com alguém pelo hotel aos olhos de todos. O bom daqui é que, de noite, todo mundo se encontra na boate", se diverte. E aí, se interessou? Quer se tornar um GO? Então corra, pois a disputa por uma vaga é grande. Há escritórios do Club Med no Rio de Janeiro e em São Paulo. O mundo te espera, vá em frente e não perca tempo!

Serviço
www.clubmed.com.br

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