Coronavírus: 10 fatores que indicam vitória sobre a covid-19

coronavirusCerca de 81% dos casos são considerados leves

Desde dezembro de 2019, o mundo está em alerta. Após o surgimento do coronavírus, em Wuhan, na China, a batizada covid-19 se espalhou rapidamente por diversos países, indicando uma possível pandemia. Mesmo com a preocupação da população e autoridades, muitos fatores indicam que a ciência tem todas as armas na mão para vencer a doença.

No Brasil, o primeiro caso foi anunciado na capital paulista, porém hoje (5) o Ministério da Saúde confirmou a quarta pessoa infectada pelo vírus no país. Governos como o de São Paulo estão investindo em medidas para combater a desinformação - um problema muito maior do que a própria covid-19. 

A questão é: muitas vezes, a mídia não repercute os avanços nos tratamentos e o real nível de mortalidade do vírus. A seguir, vamos listar 10 boas notícias a respeito do coronavírus que mostram como a doença está sendo seriamente combatida por cientistas de todo o mundo.

Coronavírus: 1- Sabemos do que se trata

Diferente da Aids, que quando surgiu a ciência levou quase dois anos para identificar o vírus, o causador da covid-19 tem nome e genoma. Sabemos que se trata de um coronavírus do grupo 2B, mesma família da Sars.

Está relacionado aos morcegos e, segundo análises genéticas, sua origem natural é recente (aproximadamente entre o final de novembro de começo de dezembro). Ao contrário do que vem sendo divulgado, sua capacidade de mutação é baixa.

2- Vírus detectácvel

Um dos principais pontos para o combate é o poder de detecção. Desde o dia 13 de janeiro o teste RT-PCR está disponível para identificar o coronavírus. Cientistas o aperfeiçoaram nos últimos meses, elevando sua capacidade de detectar a doença.

3- Cenário chinês melhorou

Epicentro do coronavírus, a situação mais alarmante era na China. Após períodos de isolamento, os resultados começaram a aparecer. O número de casos diagnosticados vem diminuindo.

Em outros países o controle está sendo feito com rigidez, o que permite que os focos de contágio sejam identificados com facilidade.

4- A maioria dos casos não são graves

Um dos grandes medos quando surge um novo vírus é o quão letal ele pode ser. Dos casos de coronavírus, 81% são leves ou nem chegam a causar sintomas. 

Em 14% a covid-19 pode causar pneumonia grave e em 5% se tornar crítica e levar a óbito.

5- Cura

Apesar do número de casos de infectados e mortos estampar a maioria dos jornais e portais, pouco se sabe sobre as pessoas curadas. Há 13 vezes mais pacientes curados do que mortos e a proporção só aumenta.

6- Crianças são uma pequena parcela

Apenas 3% dos casos ocorrem em menores de 20 anos e a mortalidade na faixa etária abaixo dos 40 é de apenas 0,2%. Em crianças, os sintomas são tão leves que muitas vezes passam desapercebido.

7- Facilmente inativado

Etanol (álcool 62-71%); água oxigenada (0,5%) ou hipoclorito de sódio (lixívia a 0,1%) são compostos que inativam a ação do vírus com facilidade. Lavar as mãos com água e sabão com frequência é uma das medidas de prevenção mais eficazes.

8- Pesquisa científica a todo vapor

Em pouco mais de um mês, 164 artigos científicos foram escritos e podem ser consultados no PubMed, além de muitos outros textos não revisados. Os estudos foram preparados por cerca de 700 profissionais.

Em 2003, quando houve a ameaça da Sars, levou pelo menos um ano para a metade deste número de artigos ser escrita.

9- Vacina

Até o momento, já existem pelo menos oito protótipos de vacinas em desenvolvimento. Grupos que trabalham em pesquisas para outros tipos de vírus agora tentam adaptar suas descobertas. O que pode atrasar o processo são os testes necessários como efeitos colaterais e efetividade de proteção.

10- Ensaios clínicos antivirais

Além das vacinas preventivas, tratamentos são peças fundamentais no combate ao vírus. Já existem mais de 80 ensaios clínicos para analisar o combate a covid-19. São antivirais seguros utilizados para outras infecções.

O remdesivir é um dos que já foi testado em humanos contra o Ebola e Sars. Se trata de um análogo da adenosina que é incorporado ao RNA viral e inibe sua replicação. 

A cloroquina é um antimalárico que possui capacidade antiviral potente e também é outro forte candidato ao tratamento. Ele bloqueia a infecção aumentando o pH do endossomo necessário para a fusão do vírus com as células, o que inibe sua entrada.

(*) Crédito da capa: belih59/Pixabay

(**) Crédito da foto: Navesh Chitrakar/Reuters

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