Coronavírus: qual o impacto na hotelaria independente?

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Com estudo Oferta de Disponibilidade Hoteleira, o FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil) vem passando uma boa visão de como anda a hotelaria de rede no país. Agora, qual o cenário entre os hotéis independentes? Qual o percentual de propriedades fechadas? Quando pretendem reabrir? Embora seja maioria no país, o segmento tem visibilidade até certo ponto limitada. Pouco se sabe com precisão sobre os indicadores desses empreendimentos.

Com objetivo de mapear o que vem acontecendo com o segmento independente nesses tempos de coronavírus, a Feasi Hospitality promoveu uma pesquisa bem similar à feita pelo FOHB. Realizada de 13 a 17 de abril, a amostra envolve 249 empreendimentos de cidades das regiões Sul e Sudeste, com propriedades com número médio de 86 apartamentos. Segundo o estudo, pouco mais da metade dos hotéis independente nessas praças está aberta.

Em mercados centrais, como São Paulo e Rio de Janeiro, o percentual de hotéis independentes em operação é ainda maior: 58% e 63%, respectivamente. “É bem diferente do observado na hotelaria de rede, que tem outra dinâmica de funcionamento e de tomada de decisões”, avalia Andre Matielo, diretor associado da Feasi Hospitality, destacando que 75% dos respondentes são hotéis de investidores patrimoniais.

Hotelaria independente - Feasi Hospitality_Andre MatieloMatielo: hotelaria independente está buscando um novo breakeven 

“Então, a decisão é toda do proprietário. Quem está aberto, enxugou ao máximo os custos e prefere ter um mínimo de quartos ocupados do que nada. Mais ainda, são empresários que projetam a retomada do mercado com 5% de ocupação, não importa”, explica Matielo, que acrescenta: “São hoteleiros que entendem, em muitos casos, que não podem colocar o hotel para hibernar e voltar depois, como estão fazendo as operadoras. Para muitos dos entrevistados, reabrir depois será muito difícil”, completa.

Hotelaria independente: outras conclusões

Outras conclusões importantes do estudo, tiradas a partir dos dados coletados, são destacadas por Matielo. “A primeira é que os hoteleiros que fecharam suas unidades não têm previsão de reabertura. Estão com uma equipe mínima de manutenção e segurança. Muitos aguardam uma posição do governo sobre recomendações e padrões de segurança sanitária. Temem risco de reputação caso haja alguma infecção no estabelecimento”, acrescenta.

O outro ponto, destaca o diretor da Feasi Hospitality, é que o segmento busca novos cálculos de breakeven. “Se antes eram necessários X para empatar a operação, certamente será menos na retomada. Vão trabalhar com um custo por quarto bem reduzido em relação ao período pré-pandemia”, finaliza.

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(*) Crédito da capa: Peter Kutuchian/Hotelier News

(**) Crédito da foto: Divulgação/Feasi Hospitality

(***) Crédito dos infográficos: Feasi Hospitality

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