Desmistificar uso da tecnologia na cozinha é uma das metas da 1ª edição do Hotel Gourmet Learning

Hotel Gourmet Learning - Marcelo TraldiMarcelo Traldi ficou responsável pela curadoria do evento

Amanhã (28), das 8h30 às 13h30, o Senac Aclimação, em São Paulo, recebe a primeira edição do Hotel Gourmet Learning. Com uma programação formada por dois painéis de discussão e apresentação de cases de sucesso, o evento tem como desmistificar o uso da tecnologia dentro da cozinha. E, sobre isso, Marcelo Traldi, curador do evento, falou com a reportagem do Hotelier News.

Hotel Gourmet Learning: visão e organização

O Hotel Gourmet Learning é realizado em parceria pelo Hotelier News e o Sindal (Sindicato da Indústria de Equipamentos para Cozinhas Profissionais e Food Service de São Paulo). Confira abaixo a entrevista com Traldi, que é professor dos cursos de Gastronomia, Hotelaria e Nutrição do Senac São Paulo e comandou a parte de alimentação dos atletas da Rio2016. 

Hotelier News: Como acredita que eventos e iniciativas como essa possam impactar na área ou em profissionais de Alimentos e Bebidas que já atuam em hotéis pelo Brasil?

Marcelo Traldi: Ainda tem uma parcela grande de pessoas que duvidam de como a tecnologia pode ajudar na operação. Nossa ideia é desmistificar esse pensamento. Mostrar que a implementação dessas evoluções tecnológicas não é algo inacessível. Também queremos revelar de qual forma essas ferramentas podem contribuir. Mais ainda, a ideia é apresentar quais são os pontos importantes de usar para melhorar resultados e quais as variáveis para utilização. 

HN: Em outras ocasiões você já havia falado sobre a resistência de alguns profissionais de A&B para com a aceitação de novas tecnologias. Por que isso se dá e como é essa resistência?

MT: É construção cultural de como aprendemos a cozinhar. Pensamos na cozinha feita a ferro e fogo, basicamente. Nessa maneira de pensar é comum imaginar qu,e com a introdução de itens tecnológicos, vai se perder o controle dos resultados e dos sabores. Pensa-se que haverá descaracterização dos pratos. Entretanto, isso não é verdadeiro. 

HN: A educação e o debate sobre o tema podem ser os gatilhos dissolver esse preconceito?

MT: Sem dúvida. A educação é sempre o melhor caminho. Quando não há compreensão ou entendimento da novidade, o natural é rejeitar, ou deixar de lado. Por isso, acredito que a conscientização seja o caminho.

HN: Como foi fazer a curadoria do evento e quais as expectativas para a oportunidade?

MT: A expectativa é ajudar quem trabalha nesse setor a entender que enxergando novas possibilidades, outros caminhos se abrem. Queremos contribuir e facilitar a compreensão. Apresentar e discutir tantos pontos negativos, como positivos, de uma nova realidade na cozinha. A curadoria é baseada em experiência de quem usa. Ouvindo gente que transformou seu jeito de trabalhar e sua operação de maneira intensa. São elas que podem contar vantagens e cuidados ao apostar na tecnologia, por isso a apresentação dos cases é tão importante. Vê-se na prática! Também queremos explorar a forma de aplicação, o que permite vislumbrar novos horizontes de mercado. 

HN: Quais parâmetros você empregou para selecionar os palestrantes do evento?

MT: A opção foi por pessoas que estão atuantes no mercado e trabalham em diferentes tipos de operação. Hoteleiros de unidades ligadas a redes (Rio Quente e Accor são exemplos) e de empreendimentos independentes, pessoas que trabalham com tendência... Buscamos pessoas também que atuam no varejo e no segmento de food service. A ideia é verificar as mais diferentes aplicações. Também trouxemos profissionais das unidades Grande Hotel para falar de como é natural a utilização de itens tecnológicos para eles. 

* Foto de capa: Filip Calixto

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