"É preciso ter muito amor para lidar com pessoas", acredita Marcély Menna Barreto

Marcely Menna BarretoMarcély iniciou na hotelaria quase por acaso

Marcély Menna Barreto é a supervisora Operacional do ibis Styles Porto Alegre (veja In Loco Especial). Formada em Gestão Financeira pelo Senac, atua há seis anos na Atrio Hotel Management, master franqueada da AccorHotels. Iniciou sua carreira aos 18 anos, participando da abertura do ibis Canoas. "Participei de cinco aberturas, incluindo este hotel", comenta.

"Na verdade, caí de paraquedas na hotelaria. Nunca foi uma coisa que gostaria de trabalhar, mas surgiu a oportunidade. Minha mãe comentou sobre a vaga, acabei entrando e agora virou uma paixão. Queria seguir na linha administrativa", conta a profissional. Ela destaca que, quando recebeu a proposta para o cargo atual, acabou se descobrindo de vez na hotelaria. "Lidar com pessoas é algo bem difícil, mas, se parar para pensar, tem que ter muito amor. Gosto muito de lidar com pessoas. No início, confesso que nem tanto, pois era muito tímida. Agora, participando mais da operação, tudo mudou, ajudou-me bastante", recorda Marcély.

Marcély Menna Barreto: dicas

Marcély iniciou sua nova função no ibis Styles Porto Alegre, no início de outubro. "Estava no ibis Erechim, onde participei da implantação. Trabalhar no hotel em abertura é bem diferente de um que já está em operação", avalia. Para ela, nas inaugurações existe todo um trabalho de formação da equipe, o que exige dedicar um pouco mais de tempo. "Os funcionários têm muitas dúvidas, é natural. Em um hotel em funcionamento, o staff já sabe como tudo funciona. Então, tento ser mais amiga do pessoal, entender os problemas que deles para tentar resolver da melhor forma. Aqui estou conhecendo a equipe, o jeito de cada um. Ao todo, são 31 colaboradores", completa.

Com 25 anos, Marcély já está apta a dar dicas para quem está começando na hotelaria. "É preciso ter vontade, pois tem que abrir mão de muita coisa. Passamos, por exemplo, muito tempo dentro do hotel. É preciso ter o entendimento que 24h por dia o telefone deve que estar ligado. Isso demanda uma paixão pela hotelaria", acredita a executiva, para quem o esforço vale a pena. "Para mim, é muito mais importante trabalhar em um lugar que gosto, de acordar todos os dias sabendo que sou feliz, do que ter que trabalhar apenas pela remuneração. O que importa realmente é o nosso bem-estar e saúde", ensina a jovem profissional.

E o futuro? "Pensando agora a médio prazo, é seguir na hotelaria, virar gerente. Para o futuro distante ainda não parei para pensar muito, mas, em princípio, pretendo continuar na hotelaria", finaliza.

(*) Crédito da foto: Peter Kutuchian/Hotelier News

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