Em live, profissionais de RM debatem precificação e histórico de dados para a retomada

live- RMBate-papo foi transmitido pelo canal do Hotelier News no YouTube

Um time de peso de profissionais de RM (Revenue Management) participou da live promovida pelo Hotelier News e Grupo R1 encerrada há pouco. Durante a transmissão, os debatedores falaram sobre estratégias de precificação, análise do histórico de dados e soluções para o pós-pandemia.

O bate-papo foi apresentado por Peter Kutuchian (Hotelier News) e moderado por Jeferson Munhoz (Escola para Resultados) diretamente do WTC Sheraton São Paulo. Entre os convidados estavam Rafael Toledo (Palácio Tangará); Guilherme Marques (Accor); Juliane Corredato (Aviva) e Karen Musskopf (Slaviero Hotéis).

Os profissionais iniciaram o debate falando sobre a volta das operações e perspectivas tarifárias na retomada. Juliane ressaltou que é importante lembrar que muitas praças estarão com inventários reduzidos – fator que deve ser levado em consideração nas estratégias. “Algumas cidades terão uma oferta reduzida devido às normas de higiene e distanciamento. Se antes você tinha 200 apartamentos para vender, agora vai ter 100. Na Espanha, por exemplo, muitos hotéis vão reabrir com apenas 30% da capacidade, então temos que rever os novos custos. Temos que focar em vendas diferenciadas, com incentivos para o cliente comprar com antecedência”, avalia.

Complementando a fala da gerente de Experiências e Receitas da Aviva, Karen destacou a análise dos detalhes e recomendou calma na tomada de decisões. “Se entrarmos em uma guerra tarifária não conseguiremos fazer um trabalho de sobrevivência do hotel. Temos que analisar qualquer decisão sempre levando em conta o longo prazo. Os empreendimentos são rentáveis e precisamos de saúde financeira para passar este momento”, disse.

Live: histórico de dados

Outro ponto relevante citado foram as perspectivas de demandas futuras e análise do histórico de dados. Sem referências dos últimos meses, os profissionais de RM terão muitos desafios pela frente. “Temos alguns pontos a serem considerados. O primeiro, quando falamos de referências de maneira macro, podemos olhar para o mercado de outros países e fazer paralelos. Conseguimos ter uma boa quantidade de dados na China e Estados Unidos, por exemplo, que assim como o Brasil dependem muito do turismo interno. Desta forma, dá pra ter uma ideia de como estes países se comportam e adaptar a nossa realidade, lembrando que o mercado brasileiro tem comportamentos diferentes que variam de região para região”, explica Toledo.

Para o diretor de RM da Accor, muitas variantes externas devem ser levadas em consideração na hora de traçar projeções. “O histórico recente será muito mais relevante agora para definir novos padrões de comportamento de compra. Teremos que analisar o mercado, que vai funcionar como um termômetro de atividade. Quando o isolamento acabar, vamos olhar o que acontece nos sistemas de reservas, canais de distribuição, OTAs, flexibilização de restrições de viagens, malha aérea e buscas em nosso site para fazer previsões”.

Para assistir a transmissão na íntegra basta acessar o link.

(*) Crédito da foto: reprodução da internet

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