Em tempos de coronavírus, dá para pensar em sustentabilidade?

sustemtabilidadeEmpresas devem adotar ações alinhadas ao seu propósito

Entre tantas especulações sobre a pandemia, há quem diga que a crise gerada pelo coronavírus é uma resposta ambiental do planeta sobre o consumo desenfreado da humanidade. Com a economia global em colapso, muito se fala em retomada das atividades, mas qual será o preço? É possível recuperar o crescimento levando em conta a sustentabilidade?

Em tempos em que a consciência social e ambiental são uma demanda clara do consumidor, que privilegiam marcas que prezam pelos dois conceitos, fica o questionamento se os valores serão mantidos ou esquecidos na corrida atrás do prejuízo. Nos últimos meses, noticiamos muitas ações promovidas por redes hoteleiras e empreendimentos independentes em prol de comunidades afetadas pelo vírus como foi o caso da Slaviero Hotéis, GJP Hotels & ResortLa Torre Resort, entre outros.

Em entrevista ao Hotelier News, Tricia Neves, sócia da Mapie, falou sobre as relações de consumo na crise e as lições que os hotéis podem tirar do momento. “Há algum tempo o consumidor está mais alerta aos impactos e procura comprar de marcas responsáveis. A mudança que vai ocorrer é que o consumidor irá priorizar empresas que ele se sente seguro e isto passa por escolher marcas que apoiam valores que ele considera importante”, afirma. 

Sustentabilidade: propósitos alinhados

Agora, mais do que nunca, comunicação e estreitamento da relação com clientes será o grande diferencial na retomada, sem esquecer do que foi proposto durante a pandemia. “É hora de transmitir confiança aos hóspedes, comunicando ações feitas para preservar a saúde de todos (clientes, colaboradores, comunidade), sendo consistente nas práticas internas, promovendo a educação de todos para este novo momento”.

Sob a lupa do consumidor, é preciso adotar medidas e ações alinhadas ao propósito da empresa ou o tiro pode sair pela culatra. “O consumidor está vigilante. Estava antes da pandemia e agora ainda mais. Todas as ações feitas pelas empresas estão sendo monitoradas e já surgiram diversos perfis (sites, contas no Instagram) que publicam ações positivas e negativas, classificando-as como boas ou más”, informa Tricia. “Sairão fortalecidas aquelas que forem coerentes com o seu propósito e respeitarem seus clientes, colaboradores, fornecedores e os seus impactos na comunidade e no planeta”.

Para a sócia da Mapie, os valores passados durante a crise devem permear a construção da marca também na retomada com responsabilidade, sensibilidade e transparência. “É preciso ser consistente e garantir que os combinados estabelecidos na comunicação institucional e no momento de reserva  sejam realmente cumpridos”.

(*) Crédito da foto: annca/Pixabay

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