Endividamento das famílias atinge maior nível desde 2013, diz CNC

CNC - endividamento das famílias_junhoEm junho, segundo a Peic, 64% das famílias brasileiras se dizem endividadas

Em junho, pelo sexto mês consecutivo, a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor) renovou seu viés de alta. Promovido pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), o estudo avalia o endividamento das famílias brasileiras. O indicador marcou 64%, avançando 0,6 ponto percentual em relação a maio e 5,4% frente igual período de 2018. O índice atingiu seu maior patamar desde julho de 2013, informou a CNC.

Apesar do aumento do indicador, a Peic identificou queda no número de famílias com dívidas (comparação mensal e anual). O estudo, entretanto, mostrou que, entre as que se declaram muito endividadas, a proporção subiu de 12,9% para 13% de maio a junho. Nesse mesmo subgrupo, o índice apontou estabilidade na comparação anual. Também cresceu a parcela das famílias mais ou menos endividadas (22,4% para 23,1%).

A boa notícia é que avançou de 23,2% para 27,6% o percentual de famílias que se declararam pouco endividadas. Já o tempo médio de comprometimento com os débitos atingiu sete meses, segundo a pesquisa. Três meses e mais de um ano representaram 24,7% e 32,1% dos respondentes, respectivamente.

Vale destacar que, em maio, o nível de endividamento das famílias chegou a 63,4%.

CNC: avaliação

Para José Roberto Tadros, presidente da CNC, apesar das altas sucessivas, o comprometimento médio de renda com o pagamento de dívidas ficou estável. O mesmo vale para o percentual de famílias que se consideram muito endividadas, sempre na comparação anual. Para o turismo, por exemplo, é uma boa notícia, o que indica possibilidade de aumento no consumo.

“O percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso, ou seja, inadimplentes, apresentou a primeira queda do ano, em junho, e um recuo em relação a 2018”, observa Tadros. “Também é possível observar melhora no perfil do endividamento, com maior participação de modalidades de crédito que apresentam menor custo, prazos mais longos e garantias atreladas à concessão”, completa o presidente da CNC, citando financiamento de carro e de casa como exemplos.

Para a entidade, o cenário reflete as favoráveis condições atuais de juros e prazos. Sendo assim, o índice de famílias que declararam não ter condições de pagar as dívidas (e permaneceriam inadimplentes) ficou estável na comparação mensal, a 9,5%. Na comparação anual, o subgrupo apresentou alta 0,1 ponto percentual em relação a junho de 2018 (9,4%).

(*) Crédito da foto: stevepb/Pixabay

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