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Macaé - ocupação hoteleira_coronavírusHotelaria de Macaé sentiu o impacto na ocupação em dois momentos

Um dos principais polos da indústria de Petróleo & Gás no país, Macaé (RJ) não escapou dos efeitos do coronavírus. A hotelaria local sentiu a queda na demanda, mas uma situação atípica deu sobrevida ao setor na cidade norte-fluminense. No curto prazo, contudo, as perspectivas não são muito boas e, hoje, o nível de ocupação é baixo na cidade.

Macaé tem 84 hotéis e pousadas, somando mais de 4,1 mil leitos, apontam dados do Macaé CVB (Macaé Convention & Visitors Bureau). Grandes redes nacionais e internacionais, como Accor, Hyatt Hotels, Louvre Hotels Group e Atlantica Hotels, marcam presença na cidade, que tem uma demanda majoritariamente corporativa. Tudo gira em torno da indústria petrolífera.

“Com a diminuição dos investimentos da Petrobras, nosso mercado sentiu bastante nos últimos anos. Reposicionamos o turismo de Macaé, criamos um calendário de eventos e o mercado vinha de uma recuperação nos últimos meses. No Carnaval, por exemplo, registramos altas ocupações”, destaca Gesionildo Borges, gerente geral do Royal Ocean Palace.

Macaé e o coronavírus

A trajetória de recuperação teve fim com a pandemia. No entanto, como citado no início do texto, a forma como isso ocorreu foi diferente. “A cidade sentiu impacto em dois momentos”, explica Borges. “O primeiro foi de 10 a 15 de março, quando a Prefeitura baixou decreto oficializando a quarentena. A ocupação, que estava acima de 60%, caiu para 40%. Depois do dia 15, já estava em 5%”, completa.

Macaé - ocupação hoteleira_Gesionildo BorgesBorges: quem tem contrato com a Petrobras não pode paralisar operação 

Na semana seguinte, contudo, houve uma recuperação, e há explicação para isso. Como a exploração de petróleo não pode parar, sob risco de inviabilizar os poços, a Petrobras apenas reduziu as operações offshore. Mais ainda, determinou um período de quarentena de no mínimo quatro dias para quem fosse trabalhar embarcado, enchendo alguns hotéis de novo.

Com várias unidades fechadas temporariamente no país, a Accor não paralisou as operações do Mercure Macaé. Até está semana, a propriedade hospedava colaboradores da Petrobras e de empresas fornecedoras de produtos e serviços nas plataformas, que estavam no período de quarentena. O mesmo se repetiu em outros hotéis da cidade, apurou o Hotelier News.

“Ainda assim, não foi algo generalizado em toda cadeia. Hotéis que têm contrato com a Petrobras e empresas parceiras não podem fechar. Em muitas unidades houve demissões, concessão de férias e contratos de trabalho temporários não foram renovados”, explica Borges. “Hoje, na hotelaria de Macaé, unidades com bom desempenho têm ocupação de 15%. Há uns dois ou três próximos de 25%. Aqui no Royal Ocean está oscilando 8% a 15%”, finaliza.

(*) Crédito da capa: Divulgação/Prefeitura de Macaé

(**) Crédito da foto: reprodução de internet

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