Estados Unidos projeta perda de US$ 1,3 bi em despesas de viagens em 2017

Primeiro, houve o Brexit - termo utilizado para a saída do Reino Unido da União Europeia. Logo depois vieram as restrições de viagens da gestão Trump, que custou aos Estados Unidos cerca de US$ 185 milhões em reservas de viagens de negócios em apenas uma semana. Uma outra proibição em relação a viagens partiu do governo norte-americano, derrubada por ordens judiciais. Essas e outras medidas, como a que partiu do Reino Unido, que proibiu a entrada de voos originados de seis destinos diferentes, impactando oito companhias aéreas estrangeiras e seis do próprio país, parecem ter colaborado para que o continente europeu também criasse suas próprias medidas restritivas.

De acordo com dados coletados no primeiro trimestre pela Airlines Reporting Corporation, pesquisas sobre a indústria de viagens e a pesquisa da GBTA (Global Business Travel Association) sobre modelos de economia, a entidade desenvolveu um estudo de "previsão de incertezas" que aponta, sobretudo, o impacto que as medidas geopolíticas estão causando na economia global. Não há dúvidas de que os últimos acontecimentos são ruins tanto para a economia quanto para o mercado das viagens de negócios em geral.

A GBTA projeta perda de mais de US$ 1,3 bilhão em despesas de viagens nos Estados Unidos em 2017. Isso inclui gastos com hospedagens, alimentação, transporte terrestre e compras. Desta conta, US$ 250 milhões correspondem ao que teriam gasto os viajantes do Oriente Médio e da Europa no país.

A principal preocupação, no entanto, reside no impacto a longo prazo que se torna maior à medida que as empresas começam a optar por outros destinos e eventos. Uma pesquisa dos associados da GBTA na Europa, apontou que 45% das empresas demonstrou perda de interesse nos Estados Unidos como sede de futuras reuniões e eventos, devido às ordens que pairam sobre o turismo no país.

De acordo com os números levantados, mais de 4,2 mil empregos podem ser perdidos; US$ 175 milhões em salários deixarão de ser pagos; e cerca de US$ 70 milhões deixarão de ser arrecadados em impostos. A Europa deve perder mais de US$ 250 milhões em gastos de tarifa aérea; e o Oriente Médio perderá mais de US$ 80 milhões, causando um impacto econômico devastador que, segundo especialistas, pode levar anos para ser amortizado.

* Crédito da foto: Pixabay/NikolayFrolochkin

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